Lançado exatamente no Natal de 2025, Anaconda chega aos cinemas como uma reimaginação do clássico cult de 1997, estrelado por Jennifer Lopez e Ice Cube, o filme não é um remake tradicional, mas uma comédia de ação e horror que brinca com a ideia de rebootar um filme “ruim-bom” dos anos 90. O resultado? Uma produção divertida para quem desliga o cérebro.
A história acompanha Doug (Jack Black), um cinegrafista de casamentos frustrado, e Griff (Paul Rudd), um ator de figuração que acredita estar à beira do estrelato, em plena crise de meia-idade, a dupla decide viajar para a Amazônia brasileira para realizar um sonho de juventude: filmar um reboot independente de Anaconda.
O problema? Eles não têm orçamento, não têm permissão e, definitivamente, não sabem lidar com a vida selvagem, o que começa como uma paródia de baixo custo torna-se um pesadelo real quando o grupo cruza o caminho de uma anaconda verdadeira que, para deleite dos fãs, continua parecendo “propositalmente falsa” em CGI, mantendo o charme estético da franquia.

O grande trunfo do filme é a química explosiva entre Jack Black e Paul Rudd, os dois formam uma dupla hilária, com Black trazendo sua energia exagerada e Rudd o charme eterno, Steve Zahn rouba cenas com tiradas ácidas, e há participações divertidas que homenageiam o original.
Para o público brasileiro, o grande destaque é Selton Mello no papel de Santiago, um domador de cobras excêntrico, Mello entrega uma performance que tem sido aclamada pela crítica internacional, ele serve como o contraponto “sério” (e comicamente impaciente) ao bando de americanos atrapalhados, a sua química com Jack Black é um dos pontos altos, trazendo um frescor que evita os clichês geográficos comuns em produções de Hollywood.

O filme assume definitivamente o título que tornou o primeiro longa cultuado, filme trash, carisma inegável de sua dupla protagonista, Rudd e Black entregam exatamente o que se espera: um humor autodepreciativo e físico.
Anaconda é perfeito para uma sessão leve, com amigos ou família que curtem comédias bobas e nostálgicas. Se você ama o original, vai rir bastante.
Nota 5/5