Quando ouvimos nos noticiários que um ciclone extratropical está se aproximando, é comum surgir aquela sensação de alerta. E não é para menos: esse fenômeno acontece quando uma massa de ar quente encontra uma massa de ar frio, criando uma área de grande instabilidade. Como resultado, o clima pode mudar em poucas horas, trazendo chuvas intensas, queda brusca de temperatura e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h força suficiente para derrubar árvores, danificar estruturas e causar falta de energia.

Esse tipo de ciclone é o mais comum no Brasil, especialmente no Sul do país, e costuma estar associado à passagem de frentes frias. Ao contrário de furacões que precisam de calor e umidade para ganhar força o ciclone extratropical usa justamente o contraste entre temperaturas diferentes para se intensificar. O impacto pode se espalhar para outras regiões do país, provocando ondas altas no litoral e tempestades repentinas em cidades distantes do centro do fenômeno.
Durante a passagem de um ciclone extratropical, a regra é simples: priorize a segurança. Evite ficar perto de janelas e estruturas metálicas, recolha objetos soltos que possam ser levados pelo vento e, se estiver na rua durante a tempestade, mantenha distância de árvores, outdoors e fios de energia. No trânsito, não atravesse áreas alagadas e, no litoral, mantenha embarcações atracadas e fique longe do mar. Informação e preparo podem não impedir o ciclone mas fazem toda a diferença na forma como você enfrenta a tempestade.