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Micróbios de 40 mil anos despertam no Ártico e podem acelerar o aquecimento global

21 de outubro de 2025

Cientistas conseguiram reanimar micro-organismos que estavam congelados no permafrost do Ártico há cerca de 40 mil anos. Depois de serem descongelados em laboratório, essas pequenas células começaram a se multiplicar, mostrando que mesmo após milênios no gelo, a vida ainda consegue “acordar”. Mas, diferente da Bela Adormecida, esse despertar traz riscos potenciais para o meio ambiente.

O problema está no degelo acelerado causado pelo aquecimento global. À medida que o permafrost derrete, esses micróbios antigos podem se reativar naturalmente e liberar gases de efeito estufa, como dióxido de carbono e metano, que já estavam presos na camada congelada. Esse processo pode acelerar ainda mais o aquecimento da Terra, criando um ciclo perigoso e difícil de controlar.

Embora os estudos tenham sido feitos em laboratório, eles mostram que o derretimento do permafrost não é apenas uma consequência climática: é também uma questão biológica. Micróbios que ficaram dormentes por milhares de anos podem impactar ecossistemas, clima e até a saúde ambiental. Monitorar essas mudanças se torna cada vez mais urgente para entender e tentar mitigar seus efeitos.

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