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Jejum total por 3 dias pode reprogramar suas células de defesa, diz ciência.

12 de outubro de 2025

Um estudo publicado na revista científica Aging Cell disponível aqui analisou os efeitos do jejum de 72 horas no sistema imunológico humano. A pesquisa indicou que esse período sem ingestão de alimentos pode provocar uma reprogramação celular significativa, estimulando processos de autofagia a “limpeza” natural das células e reduzindo a morte celular programada.

Os cientistas observaram ainda aumento na atividade de leucócitos e neutrófilos, células essenciais da defesa do corpo. Esses efeitos apontam que o jejum pode ajudar na renovação parcial das células do sistema imune, especialmente em pessoas saudáveis.

O mito da regeneração completa do sistema imunológico

Apesar dos resultados promissores, o estudo não afirma que o jejum de 72 horas regenera completamente o sistema imunológico. A expressão viral que circula em redes sociais é uma interpretação exagerada.

Na prática, o jejum prolongado promove ajustes temporários e benéficos, mas não substitui funções complexas do sistema imune nem gera regeneração total. Outros estudos reforçam que o efeito é agudo e depende do perfil metabólico de cada pessoa.

Benefícios e riscos do jejum prolongado

Segundo revisões recentes, o jejum controlado pode melhorar marcadores metabólicos, reduzir inflamações e favorecer processos de reparo celular. No entanto, o jejum de 72 horas não é indicado para todos.

Pessoas com doenças crônicas, distúrbios hormonais, diabetes, imunossupressão ou histórico de distúrbios alimentares devem evitar esse tipo de prática sem acompanhamento profissional. Em excesso, o jejum pode causar queda acentuada de glicose, fraqueza e desidratação.

Quando o jejum pode ser uma boa estratégia

Em contextos terapêuticos ou sob orientação médica, o jejum intermitente — ou versões curtas de 12 a 24 horas pode trazer benefícios reais e sustentáveis. Ele ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina, equilibrar o metabolismo e favorecer a recuperação celular.

Mas, diferentemente do jejum total de 72 horas, essas versões curtas não sobrecarregam o organismo e são mais seguras para a maioria das pessoas.

O estudo liderado por pesquisadores da University of Southern California (leia o artigo completo aqui) reforça que o jejum de 72 horas pode ajudar a reequilibrar temporariamente o sistema imunológico humano.

No entanto, não há evidências de regeneração completa. A mensagem dos cientistas é clara: a prática deve ser feita com cautela e nunca sem supervisão profissional.

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Fonte externa de referência: National Library of Medicine

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