Um estudo publicado na revista científica Aging Cell disponível aqui analisou os efeitos do jejum de 72 horas no sistema imunológico humano. A pesquisa indicou que esse período sem ingestão de alimentos pode provocar uma reprogramação celular significativa, estimulando processos de autofagia a “limpeza” natural das células e reduzindo a morte celular programada.
Os cientistas observaram ainda aumento na atividade de leucócitos e neutrófilos, células essenciais da defesa do corpo. Esses efeitos apontam que o jejum pode ajudar na renovação parcial das células do sistema imune, especialmente em pessoas saudáveis.
O mito da regeneração completa do sistema imunológico
Apesar dos resultados promissores, o estudo não afirma que o jejum de 72 horas regenera completamente o sistema imunológico. A expressão viral que circula em redes sociais é uma interpretação exagerada.

Na prática, o jejum prolongado promove ajustes temporários e benéficos, mas não substitui funções complexas do sistema imune nem gera regeneração total. Outros estudos reforçam que o efeito é agudo e depende do perfil metabólico de cada pessoa.
Benefícios e riscos do jejum prolongado
Segundo revisões recentes, o jejum controlado pode melhorar marcadores metabólicos, reduzir inflamações e favorecer processos de reparo celular. No entanto, o jejum de 72 horas não é indicado para todos.
Pessoas com doenças crônicas, distúrbios hormonais, diabetes, imunossupressão ou histórico de distúrbios alimentares devem evitar esse tipo de prática sem acompanhamento profissional. Em excesso, o jejum pode causar queda acentuada de glicose, fraqueza e desidratação.
Quando o jejum pode ser uma boa estratégia
Em contextos terapêuticos ou sob orientação médica, o jejum intermitente — ou versões curtas de 12 a 24 horas pode trazer benefícios reais e sustentáveis. Ele ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina, equilibrar o metabolismo e favorecer a recuperação celular.
Mas, diferentemente do jejum total de 72 horas, essas versões curtas não sobrecarregam o organismo e são mais seguras para a maioria das pessoas.
O estudo liderado por pesquisadores da University of Southern California (leia o artigo completo aqui) reforça que o jejum de 72 horas pode ajudar a reequilibrar temporariamente o sistema imunológico humano.
No entanto, não há evidências de regeneração completa. A mensagem dos cientistas é clara: a prática deve ser feita com cautela e nunca sem supervisão profissional.
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Fonte externa de referência: National Library of Medicine