O Brasil criou 129,7 mil empregos formais em julho, de acordo com Dados do Caged – Ministério do Trabalho divulgados nesta quinta-feira (29). Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda de 30% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 186 mil vagas.
O resultado mostra desaceleração no ritmo de contratações, mesmo em setores que tradicionalmente puxam a geração de vagas no segundo semestre. A indústria, os serviços e a construção civil foram os que mais contrataram, mas não conseguiram repetir o desempenho de 2024.

Segundo economistas, a retração está ligada ao cenário econômico mais contido, ao consumo ainda lento e às incertezas políticas. Ainda assim, o saldo é considerado relevante porque mantém a tendência de crescimento do emprego formal.
Comparação com anos anteriores
Em 2023, o mês de julho já havia mostrado força na geração de vagas, mas a base de comparação em 2024 foi mais robusta. Agora, em 2025, a redução reforça que o mercado de trabalho dá sinais de acomodação.

Especialistas ressaltam que acompanhar os dados do Caged é fundamental para entender os rumos da economia. O resultado também influencia políticas públicas, investimentos e o planejamento das empresas.
Embora os números ainda sejam positivos, o mercado de trabalho mostra sinais de freio. A expectativa é que os próximos meses tragam maior clareza sobre o impacto das políticas econômicas em andamento.