Os valores do grão despencaram em bolsas internacionais depois que os Estados Unidos indicaram que estão prestes a aliviar tarifas sobre importações de café, numa tentativa de aliviar os custos para os consumidores e aliviar pressão inflacionária.
Os mercados globais de café reagiram rapidamente à sinalização por parte da administração dos Donald Trump e do Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, de que uma redução de tarifas sobre bens importados entre eles o café está a caminho. As futuras medidas visam “coisas que não cultivamos aqui nos EUA”, segundo Bessent, e devem trazer alívio aos preços muito em breve.

Como consequência dessa expectativa, os contratos futuros de arábica registraram queda de até 6% em bolsas especializadas, enquanto o robusta também caiu cerca de 4%. A notícia de que os EUA poderiam mudar de postura fez com que os compradores e especuladores ajustassem suas posições, mexendo diretamente com os preços do grão.
A origem da reação está nas tarifas elevadas que os EUA impuseram anteriormente em exportadores como o Brasil (cerca de 50% em alguns casos) e o Vietnã. Essas tarifas encareceram os custos de importação no mercado americano e, consequentemente, elevaram os preços até para o consumidor final. Agora, com o anúncio de que o governo pode “baixar algumas tarifas” para o café, o mercado antecipa uma folga no futuro.

Para exportadores e país produtores, como o Brasil, a queda dos preços traz dois lados: por um lado alivia quebras de mercado nos Estados Unidos; por outro, pressiona margens e receitas. Já para os consumidores especialmente nos EUA há esperança de que o preço da xícara ou da embalagem caia ou ao menos pare de subir tão rápido. A movimentação mostra como decisões de política comercial internacional podem ter impacto direto no que colocamos na mesa.