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Preços do café recuam após EUA anunciarem possível corte de tarifas

12 de novembro de 2025

Os valores do grão despencaram em bolsas internacionais depois que os Estados Unidos indicaram que estão prestes a aliviar tarifas sobre importações de café, numa tentativa de aliviar os custos para os consumidores e aliviar pressão inflacionária.

Os mercados globais de café reagiram rapidamente à sinalização por parte da administração dos Donald Trump e do Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, de que uma redução de tarifas sobre bens importados entre eles o café está a caminho. As futuras medidas visam “coisas que não cultivamos aqui nos EUA”, segundo Bessent, e devem trazer alívio aos preços muito em breve.

Sacas de café em armazém em Guaxupé (MG) 

Como consequência dessa expectativa, os contratos futuros de arábica registraram queda de até 6% em bolsas especializadas, enquanto o robusta também caiu cerca de 4%. A notícia de que os EUA poderiam mudar de postura fez com que os compradores e especuladores ajustassem suas posições, mexendo diretamente com os preços do grão.

A origem da reação está nas tarifas elevadas que os EUA impuseram anteriormente em exportadores como o Brasil (cerca de 50% em alguns casos) e o Vietnã. Essas tarifas encareceram os custos de importação no mercado americano e, consequentemente, elevaram os preços até para o consumidor final. Agora, com o anúncio de que o governo pode “baixar algumas tarifas” para o café, o mercado antecipa uma folga no futuro.

Para exportadores e país produtores, como o Brasil, a queda dos preços traz dois lados: por um lado alivia quebras de mercado nos Estados Unidos; por outro, pressiona margens e receitas. Já para os consumidores especialmente nos EUA há esperança de que o preço da xícara ou da embalagem caia ou ao menos pare de subir tão rápido. A movimentação mostra como decisões de política comercial internacional podem ter impacto direto no que colocamos na mesa.

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