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Chip experimental devolve parte da visão a pessoas com degeneração por idade

16 de dezembro de 2025

Um novo estudo clínico divulgado em 2025 mostrou que um dispositivo inovador pode restaurar parcialmente a visão de pessoas com perda visual provocada pela degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das causas mais comuns de cegueira central em idosos. A tecnologia combina um microchip implantado sob a retina com óculos inteligentes que capturam imagens e as projetam sobre o implante, permitindo que o cérebro interprete sinais visuais novamente.

A DMRI afeta principalmente a mácula, a região central da retina responsável pela visão detalhada necessária para ler, reconhecer rostos e realizar tarefas do cotidiano. Até agora, tratamentos disponíveis apenas desaceleravam a progressão da perda visual, sem restaurar a visão. O chip, chamado PRIMA, representa uma mudança significativa, pois funciona captando luz infravermelha capturada pelos óculos e convertendo-a em estímulos elétricos que ativam os neurônios remanescentes da retina.

O ensaio clínico incluiu dezenas de participantes com formas avançadas da doença em vários países. Após um ano de uso do sistema implantação cirúrgica seguida pelo uso diário dos óculos inteligentes a maioria dos voluntários mostrou melhora significativa na acuidade visual. Muitos passaram a conseguir ler letras e números em testes padronizados, com progresso medido em várias linhas em gráficos de visão, e alguns alcançaram níveis que lhes permitiram retomar atividades como leitura de textos curtos.

Apesar dos resultados promissores, a visão restaurada ainda é limitada e em preto e branco, com resolução inferior ao olho humano saudável. Alguns participantes também relataram efeitos colaterais temporários, como pressão aumentada no olho ou pequenas hemorragias, geralmente resolvidos após algumas semanas de acompanhamento. Pesquisadores trabalham agora em versões futuras do dispositivo que possam oferecer maior nitidez e eventualmente incluir percepção de tons de cinza mais refinados.

Especialistas dizem que o avanço representa um marco no tratamento de doenças que até então eram consideradas irreversíveis. Embora a tecnologia ainda não esteja amplamente disponível para o público geral, os resultados reforçam a possibilidade de, em breve, integrar implantes eletrônicos com recursos inteligentes para ajudar milhões de pessoas a recuperar parte da visão perdida com a idade.

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