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Vacina contra culebrinha pode ajudar a proteger seu cérebro

24 de outubro de 2025

Um amplo estudo envolvendo milhões de pessoas encontrou uma ligação significativa entre infecções de Herpes-zoster (popularmente chamada de culebrinha) e o aumento do risco de demência nos anos seguintes. Em paralelo, quem tomou a vacina contra herpes-zoster apresentou um risco menor desse desfecho o que sugere que a prevenção da infecção pode também gerar benefícios para a saúde cerebral.

Os pesquisadores utilizaram registros de saúde em larga escala para verificar pessoas que haviam sido vacinadas ou não, observando ao longo de vários anos o surgimento de demência. O resultado reforça a hipótese de que infecções virais, especialmente reativações de vírus no corpo, podem desempenhar papel em doenças neurológicas e que a imunização atua como uma “barreira dupla”: contra a doença aguda e contra impactos posteriores.

Essa descoberta tem implicações práticas importantes: ao vacinar-se contra a culebrinha, especialmente em faixas etárias mais elevadas, você não apenas reduz risco de dor, complicações e internações mas possivelmente protege seu cérebro a longo prazo. Ainda que não seja prova absoluta de que a vacina evite demência, é um forte indício de que a prevenção viral faz parte do quebra-cabeça da saúde cognitiva.

Para quem já teve herpes-zoster ou está na faixa etária em que a vacina é recomendada, esse estudo reforça a necessidade de conversar com seu médico sobre as opções. E para a sociedade como um todo, os resultados podem embasar políticas de vacinação mais amplas, com foco não só em evitar infecções, mas também em preservar a função cerebral algo que, até agora, não era tão enfatizado.

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