A presença de pessoas idosas no mercado de trabalho do Distrito Federal vem crescendo de forma consistente. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), referentes ao biênio 2022/2023, a proporção de indivíduos com 60 anos ou mais na População em Idade Ativa (PIA) chegou a 19,7%, o que representa aproximadamente 501 mil pessoas.
Desse total, 19,1% estavam economicamente ativas — ou seja, ocupadas ou em busca de emprego —, o que demonstra uma ampliação na participação dos idosos no cenário laboral local. Na População Economicamente Ativa (PEA), o grupo representa 5,8%, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

Apesar do crescimento, a maioria dos idosos ainda se mantém fora do mercado. Cerca de 80,9% (aproximadamente 406 mil pessoas) estão inativos. Entre eles, 70,7% são aposentados, 13,5% dedicam-se exclusivamente aos afazeres domésticos e 15,2% desempenham outras atividades não remuneradas.
Em relação à escolaridade, 32,7% dos idosos economicamente ativos possuem ensino superior completo, enquanto entre os inativos esse percentual é de 27%. O rendimento médio mensal dos idosos ocupados atingiu R$ 5.507, com crescimento real de cerca de 2,5% no período analisado. O rendimento por hora trabalhada foi de R$ 32,99, valor 59,5% superior ao registrado entre os jovens, que é de R$ 13,36.
O setor de serviços concentra a maior parte dos idosos ocupados — 84,3% deles atuam nesse segmento. Do total, cerca de 30% trabalham por conta própria, 47,2% são assalariados e apenas 20,1% possuem vínculo formal no setor privado.
A pesquisa também revela uma diferença significativa de gênero: embora as mulheres representem 59,4% da população idosa, os homens são maioria entre os que continuam trabalhando (57,6%).
O aumento da participação da população idosa na economia do DF reflete o envelhecimento demográfico e a maior expectativa de vida, mas também aponta para desafios: a necessidade de políticas públicas voltadas à reinserção profissional, capacitação tecnológica, flexibilidade de jornada e adaptação das condições de trabalho.
Mesmo com rendimentos médios mais elevados e maior qualificação entre os que permanecem ativos, a informalidade e as barreiras de acesso ainda limitam a plena inclusão desse público. A tendência, porém, é de que a presença de idosos no mercado de trabalho continue crescendo nos próximos anos — tanto por necessidade financeira quanto pela busca de realização pessoal e manutenção da autonomia.
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