Um tiroteio ocorrido na tarde de quarta-feira (26 novembro) em Washington, perto da sede oficial do governo norte-americano, deixou dois membros da Guarda Nacional dos EUA gravemente feridos. As vítimas foram atingidas enquanto estavam em serviço e, segundo autoridades, seguem internadas em estado crítico.

O suspeito detido foi identificado como Rahmanullah Lakanwal um homem de nacionalidade afegã que chegou aos Estados Unidos em 2021. Ele também foi ferido durante o confronto e permanece sob custódia. A investigação do caso está sendo conduzida pelo FBI, e as autoridades avaliam circunstâncias e motivações do crime.
Em reação ao ataque, o governo federal pugna pela aplicação da pena de morte ao autor dos disparos. A Pam Bondi, Procuradora-Geral dos EUA, afirmou que, dadas as circunstâncias com feridos graves e possibilidade de crime considerado terrorista a pena mínima exigida será prisão perpétua, mas que busca a pena máxima permitida pela Justiça.
O contexto legal, no entanto, é complexo: a capital americana, Washington, D.C., aboliu a pena de morte para crimes locais há décadas. Mas a legislação federal permite que, em casos de crimes julgados sob esfera federal como atentados ou ataques a agentes seja aplicada a punição máxima. A administração do Donald Trump tem afirmado que deverá usar esse caminho legal quando “apropriado”.
Até o momento, as autoridades seguem investigando o caso e avaliando todos os desdobramentos desde a motivação do ataque, o estado das vítimas, até a definição jurídica do crime. A condição crítica dos militares feridos e a gravidade do ataque mantêm o caso em destaque no debate público sobre segurança, imigração e justiça nos Estados Unidos