O sistema de transporte público de São Paulo terá novos preços a partir da primeira semana de 2026. Em anúncios realizados nesta segunda-feira (29 de dezembro de 2025), o Governo do Estado e a Prefeitura da capital confirmaram reajustes que afetam o Metrô, os trens e os ônibus municipais. A passagem das linhas metroferroviárias, operadas pela CPTM, Metrô e concessionárias privadas como a ViaMobilidade, passará de R$ 5,20 para R$ 5,40 no dia 6 de janeiro. Já os ônibus da capital terão o valor atualizado de R$ 5,00 para R$ 5,30 na mesma data.

A gestão estadual justificou o aumento de 3,85% nos trilhos como uma medida necessária para equilibrar os custos operacionais, que incluem gastos crescentes com energia elétrica, manutenção de frotas e folha de pagamento. Segundo o governo, o índice aplicado ficou abaixo da inflação oficial acumulada, estimada em cerca de 4,5%. A administração reforçou que o montante adicional arrecadado será destinado a investimentos em modernização e nas sete grandes obras de expansão da malha ferroviária que estão em andamento no estado.
No âmbito municipal, a prefeitura destacou que a tarifa de ônibus ficou congelada em R$ 4,40 por cinco anos antes do ajuste anterior. O novo valor de R$ 5,30 representa um aumento de 6%, índice que, embora supere a inflação geral, permanece abaixo da inflação específica do setor de transportes. Para aliviar o impacto no bolso do cidadão, a gestão municipal manteve benefícios como a Tarifa Zero aos domingos e as gratuidades para estudantes e idosos, além de subsidiar parte do custo real da viagem.
Para quem utiliza o Bilhete Único, existe uma estratégia para postergar o impacto do reajuste: créditos adquiridos até as 23h59 do dia 5 de janeiro de 2026 continuarão sendo debitados pelo valor antigo (R$ 5,00 para ônibus e R$ 5,20 para trilhos) por um período de até 180 dias. Após esse prazo, ou em novas recargas feitas a partir do dia 6, o sistema passará a descontar automaticamente os novos valores. O limite de recarga permanece em 100 tarifas para o bilhete comum e 200 para o vale-transporte.
Além da capital, cidades da Região Metropolitana também acompanham a tendência de alta. Municípios como Osasco, Barueri e Carapicuíba já confirmaram que suas tarifas de ônibus subirão para R$ 6,10 na primeira semana de janeiro. O cenário reflete um desafio logístico e financeiro enfrentado pelas prefeituras para manter a qualidade dos serviços diante da alta dos insumos, enquanto tentam preservar a acessibilidade para os milhões de passageiros que dependem diariamente da rede de transporte.