A aguardada adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes, dirigida por Emerald Fennell (Saltburn), chega aos cinemas brasileiros neste dia 14 de fevereiro de 2026, prometendo ser o título mais divisivo e eletrizante do ano.
Fennell, conhecida por seu olhar satírico e esteticamente carregado, abandona a “poeira” das adaptações literárias tradicionais para entregar uma obra que pulsa com erotismo e vingança, estrelando Margot Robbie como Catherine Earnshaw e Jacob Elordi como Heathcliff, o longa já nasce cercado de debates sobre a escolha do elenco críticas que a diretora parece absorver e transformar em combustível para a tensão em cena.
A química entre Robbie e Elordi é o coração pulsante da produção, diferente das versões anteriores, que muitas vezes suavizaram a natureza destrutiva do casal, o filme de 2026 abraça a “feiura” emocional dos protagonistas, é um espetáculo visual de luxo e decadência, com uma direção de arte que transforma as charnecas de Yorkshire em um cenário quase onírico, intensificado por uma trilha sonora audaciosa que inclui a participação da estrela pop Charli xcx.

A recepção crítica tem sido um campo de batalha, enquanto alguns veículos internacionais descrevem a obra como um “espetáculo de artesanato que destrói a alma”, setores mais conservadores da crítica literária acusam Fennell de “modernizar excessivamente” o texto de Emily Brontën, no entanto, é inegável que a diretora capturou a essência gótica original, a ideia de que o amor pode ser uma maldição tão potente quanto a morte.

O filme não é apenas uma história de época; é uma experiência sensorial que utiliza o figurino e a fotografia para narrar a descida dos personagens ao abismo. Para o público de 2026, acostumado a heróis impecáveis, o Heathcliff de Elordi é um choque necessário e brutal em uma moldura de beleza plástica.

O Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennell não é para os fracos de coração ou para puristas literários, é um filme “grande”, barulhento e visualmente arrebatador que reafirma o cinema como um espaço de provocação.
Se o objetivo era fazer o público sentir o vento gelado e o fogo ardente da obsessão de Catherine e Heathcliff, Fennell triunfou.
Nota 4/5