Governo do DF anuncia recuperação fiscal e prevê encerrar o ano com superávit de R$ 3 bilhões
Administração atribui melhora das contas públicas ao controle de despesas e à reorganização da gestão orçamentária
O Governo do Distrito Federal divulgou, nesta sexta feira, um balanço financeiro indicando mudança no cenário das contas públicas ao longo de 2026. Depois de iniciar o ano com déficit bilionário, a administração projeta fechar o exercício com superávit de R$ 3 bilhões, resultado atribuído às medidas adotadas para conter despesas e ampliar o equilíbrio fiscal.
Durante a apresentação dos dados, a governadora Celina Leão afirmou que encontrou um quadro de forte comprometimento financeiro ao assumir o comando do Executivo. Segundo ela, a situação exigiu uma série de decisões administrativas para reorganizar o orçamento, controlar gastos e recuperar a capacidade de investimento do governo.
A chefe do Executivo ressaltou que a nova política fiscal permitiu restabelecer a confiança na gestão das contas públicas e criar condições para que o Distrito Federal retomasse o equilíbrio financeiro ainda neste ano.
O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, explicou que uma das principais conquistas foi a melhora da capacidade de pagamento do Distrito Federal, que passou da classificação C para A. A mudança fortalece a posição do governo em futuras negociações de financiamentos e amplia a credibilidade da administração perante os órgãos de controle.
Segundo o secretário, a equipe econômica encontrou despesas sem cobertura orçamentária suficiente em diversas áreas da administração. Entre os exemplos apresentados está o subsídio destinado ao transporte coletivo, que possuía necessidade de recursos superior ao valor previsto no orçamento.
Para enfrentar o problema, o governo adotou medidas de contenção de despesas, proibiu novos empenhos sem disponibilidade financeira, reduziu contratos administrativos e reforçou o acompanhamento das receitas públicas.
Os resultados também refletiram na relação entre despesas e receitas correntes, indicador utilizado para medir a saúde fiscal do ente público. O índice caiu para 93,95%, ficando abaixo do limite que restringia a realização de concursos públicos e outras iniciativas da administração.
A melhora dos indicadores será utilizada pelo Governo do Distrito Federal na audiência marcada no Supremo Tribunal Federal para discutir o pedido de financiamento destinado ao Banco de Brasília. Segundo Celina Leão, a defesa será fundamentada em dados técnicos que demonstram a recuperação das contas públicas.
De acordo com o balanço apresentado, o Distrito Federal acumulou receita de R$ 44,79 bilhões nos últimos doze meses, enquanto as despesas alcançaram R$ 42,08 bilhões. O resultado positivo de R$ 2,71 bilhões reforça a expectativa do governo de concluir 2026 com superávit e manter o processo de recuperação da situação fiscal do DF.