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Trump Articula Retomada de Petroleiras na Venezuela

6 de janeiro de 2026

Após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro no último sábado (3 de janeiro de 2026), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende se reunir ainda esta semana com executivos das principais gigantes do setor petrolífero. O objetivo central é coordenar investimentos bilionários para a reconstrução da infraestrutura energética venezuelana, que Washington afirma ter sido “roubada” e sucateada durante o regime anterior. Trump sugeriu, inclusive, o uso de recursos públicos americanos para reembolsar empresas que aceitarem o desafio de reativar a produção no país sul-americano.

Trump em discurso no Kennedy Center, em Washington, em 06/01/2026. • REUTERS/Kevin Lamarque

A ofensiva militar, descrita pelo presidente como “um dos ataques mais precisos da história”, envolveu cerca de 150 aeronaves e forças de elite que operaram sob o manto da escuridão em Caracas e outras regiões estratégicas. Trump revelou que supervisionou a ação pessoalmente de uma sala de comando na Flórida, destacando que a complexidade da missão exigiu um planejamento minucioso para garantir o elemento surpresa e minimizar baixas. Segundo o governo americano, a operação foi necessária para interromper o fluxo de narcóticos e retomar ativos que pertenciam originalmente a investidores dos EUA.

No mercado financeiro, a sinalização de que petroleiras como Chevron e ExxonMobil podem expandir ou retomar suas operações na Venezuela causou uma reação imediata, com alta nas ações das empresas do setor. O plano de Trump prevê que o país vizinho volte a ser um pilar energético para o hemisfério ocidental, reduzindo a dependência de fornecedores de outras regiões. No entanto, executivos do setor mantêm uma postura de cautela, citando a necessidade de garantias jurídicas e estabilidade política antes de empenhar o capital necessário para reformar refinarias e poços paralisados.

Enquanto Washington planeja a gestão temporária dos recursos venezuelanos, a comunidade internacional reage de forma dividida. Enquanto alguns setores veem na medida uma chance de recuperação econômica para a região, países como o Brasil e organizações como a ONU criticaram duramente a intervenção, classificando-a como uma violação da soberania nacional e do direito internacional. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, embora tenha assumido o cargo para garantir a continuidade administrativa, enfrenta o desafio de equilibrar a pressão de Washington com a resistência interna e diplomática.

O desdobramento desse encontro com as petroleiras definirá o ritmo da transição política e econômica na Venezuela. Trump afirmou que os Estados Unidos “administrarão o país” até que uma sucessão considerada adequada seja estabelecida, focando quase inteiramente na exploração da commodity como motor de reconstrução. O sucesso dessa estratégia depende agora da disposição do Congresso americano em bancar os subsídios propostos e da capacidade da nova gestão em Caracas de pacificar um território ainda marcado pelas cicatrizes de uma intervenção militar direta e repentina.

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