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“Se Não Fosse Você” – Uma Dose de Drama e Redescoberta no Cinema

20 de outubro de 2025

 “Se Não Fosse Você” é  a adaptação que mergulha no luto e nos segredos familiares, a aguardada adaptação cinematográfica do best-seller de Colleen Hoover, chega às telonas sob a direção de Josh Boone (“A Culpa É Das Estrelas”), prometendo emocionar o público com uma intensa jornada de luto, traição e redescoberta.

O filme centra-se em Morgan Grant (interpretada por Allison Williams) e sua filha, Clara (Mckenna Grace), cujas vidas são drasticamente alteradas após um acidente devastador, o luto já seria suficiente para abalar qualquer família, mas a tragédia revela uma traição chocante que força mãe e filha a confrontar segredos há muito guardados, redefinindo seus laços e o que cada uma entende por amor.

Williams e Grace carregam a maior parte da carga dramática, entregando atuações viscerais que exploram o abismo de ressentimento e incompreensão que se instala entre Morgan e Clara. A mãe, que engravidou jovem e dedicou sua vida à família, vê-se obrigada a reavaliar suas escolhas, enquanto a filha, na turbulência da adolescência, reage à perda com rebeldia e desconfiança.

Um dos pontos altos do longa é a forma como o diretor Josh Boone, conhecido por sua sensibilidade em dramas juvenis, lida com a complexidade das relações intergeracionais e amorosas, a trama de fundo, envolvendo o romance contido de Morgan com Jonah (Dave Franco), amigo da família, adiciona uma camada de “quase” que se desenrola no tempo de forma delicada, embora algumas decisões do roteiro pareçam apressar o ritmo do perdão e da aceitação.

Fiel ao estilo de Colleen Hoover, “Se Não Fosse Você” é carregado de carga emocional, explorando temas como segredos, perdão e a dolorosa jornada do autoconhecimento após uma perda avassaladora, infelizmente a narrativa flerta com clichês do melodrama familiar em certos momentos.

Para os fãs da autora, a garantia de fidelidade à essência da obra será um convite irrecusável, para o público geral, o filme é uma aposta segura pra quem quer ir ao cinema tentar garantir os beijos e amassos característicos desse tipo de película.

Veredito: Um drama familiar intenso mas, mal executado, que usa o luto e a traição como catalisadores para a redescoberta, porém se perde entre dramalhões superficiais que poderiam ser contados em uma ou duas sessões de ilha de edição, reduzindo o filme em, no mínimo, uma hora e meia de suas duas horas e nove de duração, a química entre o elenco principal sustenta a emoção, e só.

Nota 3/5

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