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Thundercats aos 41: O Rugido que o Tempo Não Calou

23 de janeiro de 2026

Em 23 de janeiro de 1985, o mundo conhecia a “Espada de Omens” e o grito que se tornaria o mantra de uma geração: “Thunder, Thunder, Thundercats… Hooo!”

Quatro décadas e um ano depois, a animação que misturava ficção científica futurista com fantasia mística não é apenas uma memória nostálgica de quem cresceu nos anos 80, mas um estudo de caso sobre como o design de personagens podem imortalizar uma franquia.

Criada por Tobin “Ted” Wolf, Thundercats surgiu em uma era onde os desenhos animados eram frequentemente subestimados como meros veículos de venda de brinquedos, no entanto, a saga dos sobreviventes do planeta Thundera trouxe uma profundidade narrativa incomum.

A premissa era sombria para os padrões infantis: o êxodo de uma raça à beira da extinção, a morte prematura do mentor Jaga e a responsabilidade esmagadora de um herói, Lion-O, que habitava um corpo de adulto com a mente de uma criança (devido a um defeito em sua cápsula de suspensão criogênica).

O que separava Thundercats de seus contemporâneos, como He-Man ou Transformers, era a sua estética única, a animação, realizada pelo estúdio japonês Pacific Animation Corporation (que mais tarde seria absorvido pelo Studio Ghibli), trazia fluidez e traços que bebiam diretamente da fonte dos animes e elementos de narrativa muito fortes:

 * Terceiro Mundo: O cenário era uma mistura de ruínas antigas e tecnologia avançada.

 * O Elenco: Personagens como a ágil Cheetara, o mestre mecânico Panthro, os astutos Tygra e os jovens WilyKit e WilyKat criavam uma dinâmica familiar complexa.

 * A Vilania: Mumm-Ra, “O Ser Eterno”, personificava o terror, sua transformação de uma múmia decrépita em um gigante musculoso é, até hoje, uma das sequências de transformação mais icônicas da TV.

E por que ainda importa 41 anos depois?

O impacto cultural de Thundercats pode ser medido pela sua resiliência, enquanto o reboot de 2011 foi aclamado pela crítica por sua maturidade (embora cancelado automaticamente ) e a versão ThunderCats Roar (2020) tenha fracassado pelo tom cômico, a série original de 1985 permanece o “padrão ouro”, Thundercats ensinou sobre o ‘Código de Thundera’: Justiça, Verdade, Honra e Lealdade, mais do que ação, era sobre a formação do caráter de um líder que precisava aprender a ouvir seus pares.

Reboot de 2011, sério demais para a fórmula original.

Não se pode falar de Thundercats sem mencionar a trilha sonora, o tema de abertura, composto por Bernard Hoffer, é uma explosão de metais e guitarras que prepara o espectador para algo épico, visualmente, a Espada de Justiceiro (Sword of Omens) e o Olho de Thundera tornaram-se ícones pop tão reconhecíveis quanto o escudo do Capitão América ou o sabre de luz de Star Wars, permitam dizer que, tamanha minha paixão pelo desenho, possuo o olho de Thundera tatuado no braço.

Thundercats Roar (2020) caricato e idiotizado

Celebrar os 41 anos desta obra é reconhecer que a animação de qualidade não tem data de validade, Thundercats sobreviveu à transição das mídias físicas para o streaming e continua a atrair novos fãs através de colecionáveis de luxo e quadrinhos que expandem o lore, Lion-O e seus aliados provaram que, no fim das contas, a visão além do alcance não era apenas um poder da espada, mas a capacidade da série de enxergar o futuro da cultura pop.

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