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Violência contra a mulher no DF: rede de proteção acolhe mais de 48 mil vítimas em 2025

9 de dezembro de 2025

A rede pública de proteção à mulher no Distrito Federal atendeu mais de 48 mil mulheres em 2025. O número mostra a dimensão da violência contra a mulher no DF e, ao mesmo tempo, expõe a reação das instituições. Os dados assustam, mas também revelam que mais vítimas buscaram ajuda.

Os atendimentos incluem abrigamento, apoio psicológico, orientação jurídica e programas sociais. O volume cresceu neste ano e empurra o governo a ampliar ainda mais o alcance da rede.

Desde 2023, as unidades especializadas passaram de 14 para 31. A expansão melhora a capilaridade e aproxima o acolhimento de todas as regiões administrativas do DF.

Além disso, parcerias com entidades da sociedade civil reforçaram o atendimento psicológico e jurídico em áreas mais vulneráveis.

Mesmo com a rede maior, a violência doméstica segue alta. Em 2024, foram abertos 27.603 processos envolvendo agressões contra mulheres no DF — média de 75 por dia.

Denúncias de violência familiar e violações de direitos humanos cresceram 12,8% no ano. As mulheres seguem como principal grupo atingido.

O trabalho não se limita ao acolhimento. Em 2025, 38 agressores monitorados foram presos após descumprirem medidas protetivas.

O governo também acelerou protocolos para investigar crimes de gênero, com prioridade para a proteção da vítima e rapidez na apuração.

Especialistas alertam para a subnotificação. Muitos casos nunca chegam à polícia ou aos serviços de acolhimento, o que reduz a precisão dos números e esconde a real dimensão da violência contra a mulher no DF.

O medo, o estigma e a dependência econômica seguem como barreiras para a denúncia.

Quem presencia ou sabe de agressões deve denunciar. Os canais são: 180 (Central da Mulher), 190 (PM), 197 (PCDF) e 156 opção 6, do GDF.

Além disso, divulgar informações confiáveis e apoiar vítimas fortalece a rede e quebra o ciclo de violência.

A ampliação da rede do DF é avanço importante, mas o número de vítimas continua alto. Quanto mais gente conhecer esses serviços, maior a chance de proteção e denúncia. Compartilhe o texto, incentive outras pessoas a buscar ajuda e acompanhe nossos conteúdos sobre segurança, direitos e igualdade de gênero.

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