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Trump Reage a Revés Judicial e Ameaça Novas Tarifas Contra Parceiros Comerciais

23 de fevereiro de 2026

O presidente Donald Trump subiu o tom contra nações estrangeiras nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, após a Suprema Corte dos Estados Unidos impor um limite jurídico às suas políticas protecionistas. Em uma declaração incisiva na Casa Branca, o líder americano afirmou que os países que “fizerem joguinhos” com os interesses econômicos dos EUA enfrentarão taxas de importação ainda mais severas. A fala é uma resposta direta à decisão judicial que considerou inválidas as tarifas impostas no ano passado sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), afetando diversos parceiros comerciais.

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca em 20/02/2026, após Suprema Corte decidir contra as tarifas impostas por ele ligadas à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) • REUTERS/Kevin Lamarque

A Suprema Corte entendeu que o uso dessa lei de emergência para fins de política tarifária rotineira excedeu a autoridade concedida ao Executivo pelo Congresso. Para os magistrados, embora o presidente tenha amplos poderes em situações de crise nacional, o uso do mecanismo para taxar produtos de países aliados e rivais sem uma ameaça concreta à segurança nacional feriu o equilíbrio entre os poderes. Com a decisão, bilhões de dólares em tarifas aplicadas sobre aço, alumínio e bens de consumo precisariam, tecnicamente, ser revistos ou devolvidos.

Contrariado pelo Judiciário, Trump indicou que sua equipe econômica já trabalha em novos caminhos legislativos para contornar a decisão. O presidente defende que as tarifas são a principal ferramenta para garantir que outros países “respeitem” as indústrias americanas e reduzam o déficit comercial. “Se eles não abrirem seus mercados ou continuarem com práticas desleais, as tarifas não vão apenas voltar; elas serão dobradas”, afirmou o republicano, sinalizando que a disputa deve migrar dos tribunais para novas ordens executivas fundamentadas em diferentes leis comerciais.

No cenário internacional, a declaração gerou preocupação imediata em blocos econômicos como a União Europeia e entre parceiros asiáticos. Representantes comerciais da China e do México já sinalizaram que estão prontos para retaliar caso Washington implemente novas barreiras. Analistas de mercado apontam que essa “guerra de palavras” gera instabilidade nas cadeias de suprimentos globais, aumentando os custos de produção para indústrias que dependem de matéria-prima importada e elevando a inflação para o consumidor final nos Estados Unidos.

Dentro do território americano, a queda de braço entre a Casa Branca e o Judiciário cria um clima de incerteza para investidores. Enquanto alguns setores da indústria local apoiam o protecionismo de Trump, grandes varejistas e o setor de tecnologia temem que a persistência nas tarifas prejudique a competitividade das empresas americanas no exterior. O governo agora corre contra o tempo para apresentar uma nova fundamentação legal que permita manter as taxas sem ferir a recente interpretação da Suprema Corte, enquanto o mercado aguarda o próximo passo dessa batalha comercial.

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