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Petrobras Avalia Retorno Estratégico ao Mercado Energético da Venezuela

27 de janeiro de 2026

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Angelica Laureano, afirmou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que a estatal brasileira considera a retomada de operações na Venezuela como uma alternativa viável para expandir suas reservas. Em um cenário de mudanças políticas em Caracas e de busca por segurança energética na América Latina, a executiva destacou que o país vizinho possui as maiores reservas de petróleo do mundo, o que torna qualquer movimentação na região um passo natural para uma empresa que busca crescimento sustentável e liderança no setor de óleo e gás.

RIO DE JANEIRO, BRAZIL – MAY, 16 : People walk past in front of the Petrobras headquarters building (Brazilian oil) at downtown area in Rio de Janeiro, Brazil on May 16, 2023. The president of Petrobras, Jean Paul Prates, announced that the prices of gasoline, diesel and LPG (liquefied petroleum gas, cooking gas) to be dropped for distributors starting tomorrow. Earlier, the state-owned company announced a new policy for pricing fuel at refineries and the end of import parity. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images) • Divulgação

A declaração ocorre em um momento em que a Petrobras busca diversificar seu portfólio para além das águas profundas do pré-sal brasileiro. Segundo Laureano, a entrada na Venezuela dependeria de uma análise técnica rigorosa e do alinhamento com as condições políticas internacionais, mas ressaltou que a empresa possui o conhecimento tecnológico necessário para atuar em campos terrestres e de águas rasas no território venezuelano. A estatal brasileira já teve parcerias históricas com a petrolífera local no passado e vê agora uma janela de oportunidade para renegociar ativos e contratos.

Além dos planos para a Venezuela, a diretora confirmou que a Petrobras está avançando em um projeto estratégico de exploração de gás natural na Colômbia. O país vizinho tem se mostrado um parceiro estável, e a estatal brasileira investe no desenvolvimento de jazidas que podem garantir o suprimento de gás para o mercado sul-americano no longo prazo. Este movimento faz parte de uma estratégia maior de integração energética regional, visando reduzir a dependência de fornecedores de outros continentes e aproveitar a infraestrutura já existente entre as nações vizinhas.

A estratégia da diretoria reflete uma postura mais agressiva da Petrobras em relação ao mercado internacional, focada em ativos de baixo custo de extração e alta rentabilidade. Analistas de mercado observam que o interesse na Venezuela e na Colômbia sinaliza um esforço para transformar a companhia em uma “potência regional”, capaz de equilibrar a produção de petróleo bruto com a crescente demanda por gás, considerado o combustível da transição energética. A viabilidade dessas operações, contudo, passará pelo crivo dos órgãos de controle e pela estabilidade das regras comerciais em cada país.

O posicionamento de Angelica Laureano reafirma a intenção da Petrobras de manter o protagonismo na transição energética sem abrir mão da exploração de hidrocarbonetos. Com os investimentos previstos para os próximos anos, a estatal espera consolidar sua presença no arco norte da América do Sul, aproveitando a proximidade geográfica para otimizar custos logísticos. O mercado financeiro acompanha com atenção os próximos desdobramentos, especialmente em relação a possíveis leilões ou parcerias diretas que possam surgir dessas negociações bilaterais ao longo de 2026.

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