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Programa do DF já garante emprego a mais de 200 pessoas com deficiência

17 de setembro de 2025

Brasília – Em pouco mais de um ano e meio de funcionamento, o Cadastro de Empregabilidade, iniciativa da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (SEPD), já assegurou a inserção de mais de 200 pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho. O programa conta hoje com cerca de 4 mil candidatos cadastrados e a parceria de aproximadamente 100 empresas.

Como funciona o programa

Coordenado pela Diretoria de Inclusão Profissional da SEPD, o cadastro conecta trabalhadores com deficiência a empresas que oferecem vagas de acordo com o perfil profissional. Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPCD) e apresentar documentos como a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) ou o Cartão de Identificação da Pessoa com Deficiência.

As empresas parceiras firmam um termo de cooperação com a secretaria e disponibilizam suas vagas, que são repassadas aos candidatos por meio de grupos de WhatsApp. Quem se interessa confirma a participação e, em seguida, é encaminhado formalmente pela SEPD.

Capacitação e acompanhamento

Antes da contratação, os inscritos têm acesso a cursos de capacitação em parceria com instituições como o Senac e, futuramente, com o Sebrae, voltados tanto para o desenvolvimento profissional quanto para o estímulo ao empreendedorismo.

Após a contratação, a secretaria acompanha os novos trabalhadores por um período de 90 dias, verificando se houve a devida adaptação tanto na estrutura física da empresa quanto na postura dos colegas e gestores.

Experiências de quem participou

Para muitos, o programa representa uma oportunidade concreta de inclusão. Tatiane Rocha, 49 anos, foi contratada como assistente administrativa neste mês de setembro.

“O caminho foi tranquilo e rápido. Senti-me acolhida até conquistar a tão almejada vaga”, relata.

Já Fernanda Sousa, 37 anos, que participou do programa e chegou a trabalhar em uma vaga conquistada por meio do cadastro, hoje aguarda nova oportunidade.

“É um espaço que garante direitos e acolhimento. Mesmo depois de ter ficado desempregada, sei que não estou sozinha”, afirma.

Desafios além da vaga

Para a diretora de Inclusão Profissional da SEPD, Andressa Matias, o trabalho não termina com a contratação.

“Garantir a vaga é só o começo. O desafio é assegurar que a inclusão seja plena, sem barreiras arquitetônicas e, sobretudo, sem barreiras atitudinais”, ressalta.

O secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, reforça que a política pública vai além dos números.

“O emprego é porta de entrada para o protagonismo e a autonomia das pessoas com deficiência. Estamos construindo caminhos reais de inclusão”, afirma.

Um caminho em construção

Com resultados já visíveis, o Cadastro de Empregabilidade mostra que a articulação entre governo, empresas e sociedade civil é capaz de abrir portas para quem, muitas vezes, enfrenta mais dificuldades de acesso ao trabalho. A meta agora é ampliar parcerias, oferecer mais capacitação e garantir que cada vaga preenchida seja também um passo firme na construção de um Distrito Federal mais inclusivo.

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