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Assédio do ministro Marco Buzzi teria sido relatado em grupo de WhatsApp.

8 de fevereiro de 2026

O assédio do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ganhou um novo elemento. Em depoimento à Polícia Civil, o pai da jovem que denunciou o crime afirmou que relatou o ocorrido em um grupo de WhatsApp que incluía a esposa do ministro.

Segundo o depoimento, o grupo era restrito aos dois casais, que mantinham amizade antiga e convivência próxima, incluindo viagens em família.

Viagem, denúncia e saída antecipada

O episódio teria ocorrido durante uma viagem a Balneário Camboriú, em Santa Catarina, em janeiro deste ano. As famílias estavam hospedadas na casa de Marco Buzzi, próxima à praia do Estaleiro.

De acordo com o relato, no segundo dia da viagem, o ministro teria convidado a jovem, então com 18 anos, para entrar no mar. Nesse momento, segundo a denúncia, ele teria tocado as nádegas da vítima e encostado o órgão genital nela mais de uma vez.

Após retornar da praia, a jovem procurou o pai, relatou o ocorrido e entrou em estado de choro. A família decidiu deixar o local ainda no mesmo dia, alegando um problema familiar como justificativa.

Relato em grupo de WhatsApp

Já fora da residência, o pai afirmou à polícia que enviou uma mensagem descrevendo o episódio em um grupo de WhatsApp formado apenas pelos dois casais, incluindo a esposa do ministro.

No depoimento, ele disse que não conseguiu confrontar Marco Buzzi pessoalmente, pois estava em forte abalo emocional e chegou a apresentar mal-estar físico. Após o envio da mensagem, relatou ter recebido ligações de telefones fixos, que não foram atendidas.

Relação de confiança e depoimentos oficiais

A vítima afirmou às autoridades que tinha relação de extrema confiança com o ministro. Disse que o via como uma figura próxima, comparável a um “avô” e conselheiro. Segundo ela, por influência de Buzzi, decidiu cursar Direito.

Ela também relatou que, no dia anterior ao suposto assédio, o ministro teria perguntado sobre sua orientação sexual. Após o episódio no mar, ele teria feito comentários sobre “sinceridade excessiva”, que poderiam prejudicá-la.

A jovem prestou depoimento tanto à Polícia Civil quanto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Defesa nega acusações

A defesa de Marco Buzzi nega qualquer crime. Em nota, os advogados afirmam que há tentativa de julgamento antecipado e criticam o vazamento de informações. Segundo o comunicado, o ministro se afastou temporariamente do STJ por motivos médicos e apresentará esclarecimentos no momento adequado.

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