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“O Som da Morte”: Conceito intrigante de apito asteca amaldiçoado não escapa dos clichês do terror adolescente

13 de fevereiro de 2026

“O Som da Morte” (título original: Whistle), dirigido por Corin Hardy (conhecido por A Freira), chegou aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2026 como uma das primeiras grandes apostas do ano no gênero terror.

Produzido pela mesma equipe por trás de sucessos recentes como Longlegs e O Macaco e conta com nomes como Dafne Keen (Logan, Deadpool & Wolverine) e Sophie Nélisse no elenco.

Um grupo de estudantes desajustados do ensino médio, daqueles típicos que se reúnem em busca de pertencimento encontra por acaso um antigo apito fúnebre asteca, conhecido como “Apito da Morte”, ao soprá-lo, o objeto emite um som aterrorizante e sobrenatural que invoca uma maldição: as futuras mortes de quem ouve o apito começam a caçá-los de forma implacável, uma a uma, a medida que os corpos se acumulam, o grupo precisa investigar a origem do artefato amaldiçoado para tentar quebrar a sequência mortal e sobreviver.

A premissa remete diretamente a clássicos como Premonição (Final Destination), com toques de maldições sobrenaturais semelhantes a Fale Comigo (Talk to Me) e Sorria (Smile), mas aposta em um elemento histórico-cultural (o apito asteca real, usado em rituais) para dar um ar de originalidade.

O filme acerta em criar uma atmosfera de tensão crescente, com um design de som impressionante o grito do apito é realmente perturbador e funciona como elemento central de medo, as mortes são criativas em alguns momentos (com gore moderado e efeitos visuais elogiados por parte da crítica), e o elenco jovem entrega atuações convincentes, especialmente Dafne Keen como a protagonista nova na escola carregando traumas.

A trilha sonora recebe meu elogio por estar ajudando a sustentar o suspense, em sua estrutura não se pode negar que é um terror básico bem feito.

Apesar do conceito promissor, “O Som da Morte” escorrega feio na execução e cai em armadilhas comuns do subgênero teen horror, a  trama é repleta de clichês previsíveis, a nova aluna com passado trágico, o grupo de desajustados, o objeto amaldiçoado encontrado “por acaso”, personagens secundários que existem basicamente para morrer de forma elaborada, o roteiro não desenvolve adequadamente a mitologia asteca nem aprofunda os temas obscuros, tudo é irritantemente superficial.

A película falha em não conseguir extrair o máximo do potencial da ideia inicial, resultando em um filme irregular, começa forte, mas perde fôlego no terceiro ato, com resolução apressada e pouco surpreendente, reciclando fórmulas conhecidas sem inovação suficiente, tornando-se previsível e, em alguns casos, decepcionante para quem esperava algo mais ousado ou memorável, decepciona em não apresentar nada novo.

“O Som da Morte” é um filme que diverte em doses homeopáticas quem gosta de terror adolescente com mortes criativas e jumpscare eficientes, mas falha em transformar sua premissa fascinante em algo realmente memorável.

Tem potencial desperdiçado por clichês excessivos, desenvolvimento raso e uma direção que não eleva o material. Vale para uma sessão no cinema se você curte o gênero sem grandes expectativas mas não espere um novo clássico. Nota média aproximada da crítica: 6/10.

Ideal para fãs de Premonição, Fale Comigo e produções do tipo “maldição que persegue o grupo”.

Nota 2.5/5

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