O Governo do Distrito Federal vem consolidando uma das maiores redes de acolhimento a mulheres em situação de violência do país. Em 2025, já foram realizados mais de 25 mil atendimentos psicossociais, com 11 mil mulheres acolhidas em unidades especializadas da Secretaria da Mulher (SMDF). O número é resultado direto da ampliação e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção e autonomia feminina.
Expansão da rede
Em dois anos, a rede de atendimento passou de 14 para 31 unidades, distribuídas por todas as regiões administrativas do DF. Os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceams) oferecem escuta qualificada, apoio psicológico, orientação jurídica e encaminhamento para a rede de proteção social.
Cada unidade funciona como uma porta de entrada segura para mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo acompanhamento humanizado e suporte técnico para romper o ciclo da violência.
Apoio integral e autonomia
Os atendimentos não se limitam à escuta. As equipes multiprofissionais promovem grupos de apoio psicossocial, cursos de capacitação, atividades de geração de renda e acesso a programas de assistência, como o Auxílio Aluguel Temporário, no valor de R$ 600.
Um dos exemplos relatados é o de Joana (nome fictício), que buscou ajuda após anos em cárcere privado. Hoje, participa de grupos de fortalecimento e cursos de artesanato oferecidos pela Secretaria da Mulher — passos concretos rumo à reconstrução de uma vida livre e independente.
Investimento histórico
O avanço também é fruto de um reforço orçamentário expressivo. O investimento da Secretaria da Mulher saltou de R$ 10,3 milhões em 2020 para R$ 86,9 milhões em 2024 — um aumento de mais de 740%.
Esse crescimento permitiu a expansão de equipes técnicas, a modernização dos serviços e o aumento da capacidade de atendimento em todas as regiões administrativas.
Parcerias e novos programas
A SMDF tem firmado termos de fomento e cooperação com entidades da sociedade civil, como o Instituto Laço Branco Brasil, ampliando a oferta de atendimento jurídico, psicológico e ações educativas.

Os comitês regionais de proteção à mulher foram fortalecidos em áreas como Ceilândia, Estrutural, Itapoã e Sobradinho, com palestras, campanhas de conscientização e ações comunitárias permanentes.
O Programa Viva Flor, que oferece dispositivos de segurança para mulheres sob risco de feminicídio, também está sendo expandido. A iniciativa permite resposta imediata das forças de segurança em casos de ameaça, integrando delegacias, polícia e rede de acolhimento.
Atenção aos autores de violência
Além do acolhimento às vítimas, o GDF também investe em grupos reflexivos voltados a homens autores de violência doméstica, promovendo acompanhamento psicossocial e debates sobre masculinidade e responsabilidade.
O objetivo é romper padrões de comportamento e reduzir a reincidência dos casos, abordando o problema em sua origem.
Compromisso com o futuro
Com o fortalecimento da rede e o crescimento constante dos atendimentos, o Governo do Distrito Federal reafirma o compromisso de proteger, reabilitar e empoderar mulheres, garantindo que cada uma tenha acesso ao apoio necessário para recomeçar.
A meta, segundo a Secretaria da Mulher, é continuar expandindo as unidades e integrar totalmente os serviços sociais, de saúde, segurança e justiça, assegurando uma resposta rápida, humanizada e eficaz a todas as formas de violência de gênero.
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