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GDF e Neoenergia ampliam investimentos para garantir energia estável no campo e em áreas rurais

18 de setembro de 2025

O fornecimento de energia elétrica nas áreas rurais do Distrito Federal continua sendo um dos maiores desafios para produtores e moradores da região. Oscilações constantes, picos de tensão e redes precárias têm comprometido o funcionamento de equipamentos agrícolas, especialmente bombas de irrigação e sistemas de refrigeração em granjas, o que gera prejuízos e insegurança. Diante desse cenário, o Governo do DF e a Neoenergia Brasília vêm articulando uma série de ações para reforçar a infraestrutura elétrica, regularizar ligações e ampliar a capacidade de atendimento no campo.

Reclamações e audiência pública

As queixas recorrentes de produtores rurais motivaram a realização de uma audiência pública na Câmara Legislativa, em abril deste ano. No encontro, agricultores relataram danos em equipamentos, interrupções constantes e a incapacidade da rede de atender à demanda crescente de propriedades que dependem de energia estável para manter a produção. Representantes do GDF e da Neoenergia participaram do debate e se comprometeram a dar respostas mais rápidas às falhas e ampliar investimentos.

Regularização e combate às ligações clandestinas

Um dos principais eixos da articulação é a regularização do fornecimento em comunidades atendidas por ligações improvisadas. No Assentamento 26 de Setembro, por exemplo, mais de 1,8 mil famílias estão sendo beneficiadas com a construção de uma nova rede elétrica. A medida faz parte dos programas Energia Legal (do GDF) e Energia Cidadã (da Neoenergia), que buscam garantir energia segura e acabar com os “gatos” que sobrecarregam a rede e causam instabilidade.

Segundo o GDF, cerca de R$ 150 milhões serão aplicados até 2029 na expansão do programa, beneficiando dezenas de milhares de famílias em áreas ainda não formalizadas.

Investimentos em infraestrutura

Desde que assumiu a concessão no DF, em 2021, a Neoenergia já investiu mais de R$ 1 bilhão na modernização da rede elétrica. Para os próximos anos, está previsto um aporte de R$ 1,3 bilhão até 2029, voltado à ampliação da capacidade de fornecimento e à redução de falhas.

De acordo com a concessionária, os resultados já começam a aparecer: houve uma queda de 45% no número de interrupções e uma redução de 43% no tempo médio de restabelecimento em comparação com períodos anteriores.

Desafios para o campo

Apesar dos avanços, produtores afirmam que os problemas persistem. Em muitas áreas, a rede ainda é monofásica e não suporta o uso de equipamentos de alta potência, essenciais para a atividade agropecuária. Além disso, picos de energia continuam provocando prejuízos, como a queima de motores e sistemas de irrigação.

Especialistas defendem a ampliação da rede trifásica no meio rural, além de políticas públicas de incentivo para que produtores adaptem suas propriedades às exigências técnicas de ligação. Também apontam a necessidade de monitoramento constante da qualidade da energia e maior transparência nos prazos de execução das obras.

Caminhos em aberto

O GDF e a Neoenergia reconhecem que os gargalos no campo exigem soluções mais robustas. A prioridade, segundo técnicos, será reforçar a capacidade da rede, reduzir perdas com ligações clandestinas e oferecer suporte técnico para que agricultores e granjeiros consigam adequar suas instalações às normas.

Com investimentos já em andamento e planos de expansão até 2029, o desafio é transformar as promessas em melhorias concretas para quem depende da energia elétrica para produzir, conservar alimentos, manter sistemas automatizados e sustentar a economia rural do DF.

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