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Prepare o bolso: Janeiro de 2026 terá aumento de impostos sobre gasolina, diesel e Gás de cozinha.

8 de setembro de 2025

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou um reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A medida passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, e o objetivo é ajustar a arrecadação estadual conforme os preços médios divulgados pela ANP entre fevereiro e agosto de 2025.

Novos valores dos combustíveis e gás

Com o reajuste, os preços do ICMS terão acréscimos que refletem diretamente no bolso do consumidor. A gasolina e o etanol terão alta de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. O diesel sobe R$ 0,05, de R$ 1,12 para R$ 1,17, e o gás de cozinha (GLP) aumenta R$ 1,05, passando de R$ 1,39 para R$ 1,47 por botijão.

O reajuste segue a Lei Complementar 192/2022, que autoriza ajustes anuais do ICMS sobre combustíveis. Segundo o Confaz, a medida busca manter a arrecadação compatível com a inflação e os custos operacionais do setor. Especialistas, no entanto, destacam que o impacto será sentido principalmente pelo consumidor final.

Efeitos no transporte e nos produtos

O aumento do ICMS não afeta apenas quem abastece veículos ou cozinha em casa. Transporte público e fretes também terão aumento de custos, que devem ser repassados ao consumidor. Produtos que dependem de logística para entrega tendem a encarecer, e famílias de baixa renda sentirão mais o efeito no orçamento mensal.

Impacto na inflação

Mesmo reajustes pequenos podem ter efeito cascata. A gasolina e o diesel mais caros pressionam o preço de alimentos, remédios e serviços de transporte. Economistas alertam que os efeitos podem ser percebidos ao longo do primeiro trimestre de 2026, refletindo na inflação geral do país.

Comparativo histórico do ICMS

Nos últimos anos, o ICMS sobre combustíveis passou por aumentos constantes. O Confaz tenta padronizar a arrecadação estadual, mas os consumidores seguem sentindo os impactos. A medida de 2026 se soma a uma sequência de ajustes que refletem diretamente no custo de vida.

Quem utiliza gasolina regularmente ou cozinha com GLP terá que se preparar para gastar mais. Um litro de gasolina a R$ 1,57 e um botijão de gás a R$ 1,47 podem parecer valores modestos, mas ao longo do mês representam aumento significativo no orçamento, especialmente para famílias que dependem de transporte e gás de cozinha diariamente.

Analistas afirmam que o reajuste é necessário para manter a arrecadação dos estados, mas alertam que ele pressiona preços de transporte e produtos essenciais. Debates sobre subsídios ou programas de apoio a famílias de baixa renda devem ganhar força nos próximos meses.

Consumidores devem acompanhar reajustes, comparar preços e planejar melhor seus gastos. O impacto será mais sentido nas grandes cidades, onde o transporte público e o uso de combustíveis são mais intensos. Famílias pequenas e médias devem ajustar o orçamento para lidar com os aumentos.

A partir de janeiro de 2026, o aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha será uma realidade. O ajuste, embora necessário para a arrecadação, pesa diretamente no dia a dia da população. Planejamento financeiro, atenção aos preços e escolhas conscientes serão essenciais para minimizar os efeitos dessa mudança

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