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DF acelera atendimento oncológico e reduz tempo de espera em até 63% com novo modelo de gestão

9 de setembro de 2025

Brasília – setembro de 2025. O Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou resultados expressivos na rede pública de saúde com a implementação de um novo modelo de atendimento para pacientes com câncer. Desde o lançamento do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, em julho deste ano, o tempo médio de espera para início do tratamento caiu de forma significativa: 63% na radioterapia e mais de 40% na oncologia clínica.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, o tempo médio para início da radioterapia caiu de 87 para 34 dias. Já os pacientes de oncologia clínica passaram a esperar 46 dias em média, contra 81 anteriormente. Em alguns casos, a redução chega a quase dois meses.

Fila de pacientes também encolheu

Além da redução no tempo, o programa também impactou diretamente o tamanho da fila. O número de pessoas aguardando tratamento caiu de 889 para 501 no geral (queda de 43,6%). Na radioterapia, a fila foi de 630 para 354 pacientes, redução de 43,8%.

Esses números representam, na prática, centenas de pessoas que iniciaram o tratamento de forma mais rápida, o que aumenta as chances de cura e reduz complicações.

Como funciona o novo modelo

O programa reformulou a linha de cuidado oncológico no DF. Antes, os encaminhamentos eram dispersos e a fila desorganizada, dificultando a priorização de casos mais graves. Agora, há fila única coordenada pela Central de Regulação, que organiza o fluxo, garante transparência e dá prioridade a pacientes com maior urgência.

Entre as medidas adotadas estão:

Ampliação da oferta de consultas especializadas; Expansão da radioterapia em dois turnos, o que aumentou em 50% o número de vagas; Credenciamento de clínicas e hospitais da rede privada, hoje já são oito unidades parceiras; Investimento superior a R$ 14 milhões para ampliar atendimentos em até 1.383 novos tratamentos em três meses; Criação do Cartão Prioridade, entregue a pacientes em quimioterapia, que garante atendimento rápido em emergências e inclui QR Code com informações clínicas.

Humanização e eficiência

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou que o programa alia eficiência administrativa e sensibilidade humana:

“Desenhamos uma linha de cuidado que encurta o tempo de espera, organiza o fluxo e melhora o prognóstico dos pacientes. Tempo é decisivo contra o câncer, e cada dia economizado pode significar vidas salvas.”

A vice-governadora em exercício, Celina Leão, ressaltou que o DF se torna referência nacional:

“Estamos mostrando que é possível aplicar tecnologia de gestão e parcerias estratégicas para reduzir filas e humanizar o atendimento. O câncer não espera, e o governo precisa agir na mesma velocidade.”

Contexto epidemiológico

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, entre 2023 e 2025, o DF registre 8.831 novos casos de câncer. Se considerados os municípios do Entorno, o número sobe para 10.367 diagnósticos. Esse cenário torna urgente a adoção de estratégias que acelerem diagnósticos e tratamentos.

Impacto social

Para os pacientes, a mudança significa mais do que estatísticas: representa dignidade, esperança e maior chance de recuperação. O novo modelo reduz a sobrecarga nos hospitais, melhora o prognóstico clínico e pode se tornar referência para outros estados brasileiros.

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