ÚLTIMAS

Conselho da Paz: Grupo de Liderança Vitalícia de Trump é Oficializado em Davos

22 de janeiro de 2026

A diplomacia global testemunhou um movimento sem precedentes nesta quinta-feira (22 de janeiro de 2026), com o lançamento oficial do Conselho da Paz durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. O órgão, idealizado e presidido pelo presidente norte-americano Donald Trump, nasce com o objetivo declarado de mediar crises internacionais e coordenar a reconstrução de áreas em conflito, como a Faixa de Gaza. No entanto, a divulgação da minuta da Carta Constitutiva do grupo acendeu alertas em diversas capitais ao estabelecer que Trump exercerá a liderança da organização por tempo indeterminado ou de forma vitalícia.

Trump formaliza criação do Conselho de Paz • Reprodução

O documento obtido pela imprensa detalha uma estrutura de poder altamente centralizada. De acordo com o estatuto, o presidente do conselho possui autoridade exclusiva para convidar ou excluir nações participantes, além de deter o poder de veto sobre decisões coletivas, que só podem ser revertidas por uma maioria de dois terços dos membros. Outro ponto polêmico é a exigência de uma contribuição de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,4 bilhões) para que países obtenham um assento permanente no comitê executivo, verba que seria destinada a fundos de reconstrução administrados pelo próprio órgão.

A iniciativa tem sido interpretada por analistas como a criação de uma “ONU paralela”, dada a retórica crítica de Trump em relação à ineficácia das Nações Unidas. Países como Argentina, Israel, Hungria, Arábia Saudita e Rússia já confirmaram adesão ao grupo, atraídos pela promessa de um mecanismo de resolução de conflitos mais ágil e menos burocrático. Por outro lado, nações europeias como França, Noruega e Suécia recusaram formalmente o convite, citando que o estatuto do Conselho da Paz fere princípios do multilateralismo e pode esvaziar a legitimidade do Conselho de Segurança da ONU.

No Brasil, a postura oficial ainda é de cautela. O governo brasileiro postergou sua resposta ao convite, alegando a necessidade de uma análise jurídica profunda sobre a compatibilidade do novo órgão com a Constituição Federal e com os compromissos internacionais do país. Há uma preocupação latente de que a participação em um conselho com liderança vitalícia possa ser interpretada como um endosso a modelos de governança que fogem aos padrões democráticos tradicionais de alternância de poder.

Rolar para cima