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José Humberto critica veto do BC e cobra fortalecimento do BRB

9 de setembro de 2025

O secretário de Governo do Distrito Federal, fez duras críticas ao Banco Central após a decisão de vetar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Para ele, o bloqueio representa um retrocesso e impede que o banco público avance em sua estratégia de expansão nacional.

A operação previa a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master pelo BRB. A medida já havia sido aprovada pela Câmara Legislativa e contava com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF). A expectativa era ampliar a presença da instituição no mercado financeiro e fortalecer o papel do BRB como motor de desenvolvimento da economia local.

José Humberto afirmou que a decisão do BC cria um obstáculo desnecessário ao crescimento do BRB. Segundo ele, a instituição tem condições de se consolidar como um dos principais bancos públicos do país, mas vem sendo freada por interpretações regulatórias que considera “excessivamente conservadoras”.

A negativa do Banco Central repercutiu de forma negativa no DF, onde o BRB é visto como peça-chave para políticas públicas e projetos de fomento econômico. A compra do Banco Master era considerada estratégica para aumentar a capacidade de crédito e atrair investimentos para a capital.

Após o veto, a diretoria do BRB informou que solicitará acesso integral ao parecer do BC para entender os fundamentos da decisão. O objetivo é avaliar alternativas jurídicas e regulatórias que permitam retomar o projeto de expansão.

José Humberto reforçou que, com ou sem o Banco Master, o fortalecimento do BRB deve continuar sendo prioridade do GDF. Ele defende que a instituição pública receba atenção especial para garantir que o DF esteja preparado para enfrentar crises econômicas e financiar projetos estruturantes.

O episódio também acendeu debates políticos no Distrito Federal. Parlamentares e lideranças locais destacam que o BRB é mais que um banco: é uma ferramenta de autonomia financeira para a região e um instrumento de execução de políticas públicas.

Com a decisão do BC, cresce a pressão para que o governo federal e o próprio Banco Central revejam a forma como tratam bancos regionais. Para críticos, a postura de barrar a expansão do BRB limita a concorrência e enfraquece alternativas fora do eixo das grandes instituições privadas.

Enquanto isso, o BRB segue sendo uma das principais instituições financeiras do Centro-Oeste, com forte presença no crédito consignado, financiamento imobiliário e apoio a programas sociais. O veto não muda sua relevância atual, mas adia planos de crescimento que poderiam reposicionar o banco em âmbito nacional.

José Humberto encerrou a declaração reforçando sua visão de que o BRB precisa ser tratado como ativo estratégico do DF: “Não se pode limitar o crescimento de um banco público que tem dado respostas concretas à população. O fortalecimento do BRB é, acima de tudo, uma questão de autonomia do Distrito Federal.”

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