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Denúncia de Importunação Sexual Contra Ministro do STJ Gera Crise no Judiciário

6 de fevereiro de 2026

Uma grave denúncia de importunação sexual envolvendo o ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), veio a público nesta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026). De acordo com o depoimento formal de uma jovem, cujo nome é mantido em sigilo, o magistrado a teria apalpado e pressionado o próprio corpo contra o dela durante um evento oficial. Em relatos detalhados às autoridades, a vítima descreveu o episódio como traumático e afirmou que, desde o ocorrido, sofre com pesadelos recorrentes, crises de ansiedade e está sob acompanhamento psicológico intensivo para lidar com as sequelas emocionais da suposta agressão.

Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) • Gustavo Lima/STJ

O ministro Marco Aurélio Buzzi negou veementemente as acusações por meio de nota oficial emitida por sua defesa. O magistrado classificou o relato como “completamente inverídico e fantasioso”, sustentando que sua conduta em eventos públicos sempre foi pautada pelo mais absoluto respeito e decoro. A nota ainda sugere que a denúncia pode ter motivações escusas para manchar sua reputação construída ao longo de décadas na magistratura. Buzzi afirmou estar à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e disse que confia na apuração isenta dos fatos para provar sua inocência.

Devido ao cargo ocupado pelo acusado, o caso deve seguir ritos processuais específicos. Como ministros do STJ possuem foro por prerrogativa de função, a investigação criminal precisa ser autorizada e supervisionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além da esfera penal, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode abrir um processo administrativo disciplinar para apurar se houve violação do Código de Ética da Magistratura. Juristas apontam que a gravidade da denúncia, acompanhada de laudos psicológicos que atestam o abalo da vítima, coloca uma pressão sem precedentes sobre as instituições de controle do Judiciário.

O depoimento da jovem foi colhido com protocolos de acolhimento a vítimas de crimes sexuais, visando evitar a revitimização. Ela relatou que o incidente ocorreu em um momento de aparente distração de terceiros, o que teria dificultado a obtenção imediata de testemunhas oculares. Entretanto, investigadores já solicitaram as imagens das câmeras de segurança do local e a lista de convidados para identificar possíveis pessoas que tenham presenciado o comportamento do ministro ou o estado de choque da vítima logo após o suposto ato. A defesa da jovem reforça que a consistência do relato e as evidências clínicas do trauma são elementos robustos para o prosseguimento da ação.

O caso repercute intensamente em Brasília e entre associações de defesa dos direitos das mulheres, que cobram celeridade e transparência na investigação. A expectativa é que o STF decida nos próximos dias sobre a abertura formal de inquérito e se haverá necessidade de medidas cautelares, como o afastamento temporário do ministro de suas funções para garantir a idoneidade da colheita de provas. O desfecho desta denúncia é visto como um teste crucial para a credibilidade do sistema de justiça brasileiro em lidar com acusações de abuso de poder e crimes sexuais no topo da hierarquia do Estado.

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