Vinte e cinco anos após sua estreia na TV, a esponja mais otimista do oceano prova que ainda tem fôlego para as telonas. “Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada”, o quarto longa-metragem da franquia, chega aos cinemas com a difícil missão de equilibrar o humor “nonsense” que conquistou com o visual vibrante exigido pelas novas gerações, o resultado é uma jornada marítima que, embora não reinvente a roda, reafirma o porquê de Bob Esponja ser um ícone cultural inabalável.
Desta vez, a trama gira em torno do desejo de Bob Esponja de provar que é um “cara grande” para demonstrar sua coragem ao Sr. Sirigueijo, ele se lança em uma missão perigosa: seguir o lendário Holandês Voador (dublado na versão original pelo icônico Mark Hamill) até profundezas inexploradas do oceano.
O filme ignora as leis da lógica como uma loja de autopeças gerida por uma gaivota de três cabeças para abraçar o surrealismo que sempre foi o DNA da obra de Stephen Hillenburg.

O grande destaque desta edição é, sem dúvida, o Holandês Voador, Mark Hamill entrega uma performance carismática que rouba a cena, transformando o pirata fantasma em um mentor improvável e cômico, visualmente, a animação continua impecável, misturando texturas que saltam aos olhos sem perder a expressividade clássica dos personagens.

No entanto, o filme sofre com o ritmo no segundo ato, após um início explosivo, a narrativa perde um pouco de tração ao se apoiar em subtramas que parecem esticar o tempo de tela, mas o “fôlego” é recuperado no clímax, onde a amizade entre Bob e Patrick Estrela volta ao centro do palco, entregando o coração emocional que os fãs esperam.

“Em Busca da Calça Quadrada” é um filme para toda a família no sentido mais literal da palavra: as crianças se encantam com as cores e o pastelão, enquanto os adultos pescam referências nostálgicas e o humor ácido sutilmente escondido nos diálogos.
Em um ano dominado por sequências e grandes blockbusters, o novo filme do Bob Esponja se destaca como uma alternativa leve e genuinamente divertida, é uma celebração do otimismo e as piadas bestas em tempos cínicos.
Nota 4.5/5