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Hospital de Base adota automação e transforma gestão de medicamentos

16 de setembro de 2025

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), maior unidade da rede pública do DF, deu um salto tecnológico na forma de administrar medicamentos. Desde maio de 2025, o hospital implantou máquinas de unitarização, capazes de embalar e identificar cada dose de forma individual. A inovação, sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), está revolucionando a segurança, o controle e a economia dentro da unidade.

Mais de meio milhão de doses processadas

Em pouco mais de três meses, as quatro máquinas instaladas no HBDF já unitarizaram 535 mil doses entre comprimidos e ampolas. Cada medicamento é embalado com identificação que traz nome, lote, validade e alertas visuais, como necessidade de refrigeração ou sensibilidade à luz.

Antes dessa mudança, o processo era manual: comprimidos eram embalados em sacos menores e ampolas permaneciam sem etiqueta individual, o que gerava falhas de rastreabilidade, maior risco de perdas e até desperdício de insumos caros.

Segurança e eficiência para pacientes e equipes

Com a automação, médicos e enfermeiros passaram a ter acesso a informações mais claras e confiáveis na hora de administrar os remédios, reduzindo a possibilidade de erros. As novas embalagens, mais resistentes e padronizadas, também evitam danos no transporte e no armazenamento.

O sistema permite ainda que o hospital mantenha um controle rigoroso do estoque, evitando tanto faltas quanto desperdícios. Segundo o IgesDF, a inovação já refletiu em economia de R$ 30,9 milhões no segundo trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O dado é ainda mais significativo porque, no mesmo período, o número de atendimentos aumentou.

Expansão para toda a rede

O investimento do IgesDF não se restringe ao Hospital de Base. Ao todo, foram adquiridas oito máquinas de unitarização. Quatro delas estão no HBDF, enquanto as demais serão distribuídas entre a Central de Distribuição, o Hospital Regional de Santa Maria, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Cidade do Sol.

Paralelamente, a rede iniciou um projeto-piloto com robôs de dispensação de medicamentos. A tecnologia integra farmácia, enfermagem e logística, permitindo que os profissionais retirem medicamentos por meio de senhas, com rastreabilidade total do processo.

Inovação com impacto direto no atendimento

A adoção de novas tecnologias coloca o DF em sintonia com padrões internacionais de segurança hospitalar. Além de reduzir custos e otimizar recursos, a unitarização garante maior confiabilidade para os profissionais de saúde e segurança para os pacientes — especialmente aqueles que dependem de tratamentos contínuos e complexos.

Segundo especialistas, a mudança marca um passo estratégico para a modernização da saúde pública, ao trazer mais transparência, eficiência e qualidade no cuidado à população.

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