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Lula Propõe a Trump Parceria em Terras Raras, mas Reafirma Soberania

18 de maio de 2026

Em um movimento que mistura diplomacia econômica e equilíbrio geopolítico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está de portas abertas para investimentos dos Estados Unidos na exploração de minerais críticos e terras raras. A declaração ocorre logo após o encontro bilateral entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca.

Contudo, o aceno veio acompanhado de uma condição clara e de um recado direto a Washington: o Brasil não abrirá mão de sua soberania e deseja que os EUA reduzam as tensões comerciais com a China.

Sem Vetos, mas com Valor Agregado

Durante a inauguração de novas instalações do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP), Lula enfatizou que o mercado brasileiro está disponível para qualquer potência global disposta a investir no desenvolvimento local, e não apenas na extração primária de minérios.

“Nós não temos veto a ninguém, nós não temos preferência por ninguém. Aqui pode vir chinês, pode vir alemão, pode vir francês, pode vir japonês, pode vir americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania”, declarou o presidente.”

(EVARISTO SA/AFP e Kevin Dietsch/Getty/VEJA)

O foco do governo brasileiro é atrair indústrias que processem esses materiais dentro do território nacional, gerando empregos qualificados e tecnologia, em vez de manter o modelo tradicional de mera exportação de minério bruto.

O Fator Trump vs. Xi Jinping

As chamadas “terras raras” são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de chips, supercondutores, baterias de carros elétricos e tecnologias militares de ponta. Atualmente, a China controla cerca de 80% do mercado global desse setor, e o governo de Donald Trump tem buscado ativamente parceiros estratégicos para quebrar esse monopólio e garantir a segurança de seu abastecimento tecnológico.

Sabendo do peso estratégico que o Brasil carrega dono de uma das maiores reservas desses minerais no mundo, Lula sugeriu que a ciência e a diplomacia brasileiras trabalhem para que a disputa entre as duas superpotências dê lugar à cooperação em solo sul-americano.

• A estratégia brasileira: Aproveitar a necessidade norte-americana de “desregulamentar” a dependência chinesa para atrair capital de Washington.

• O contraponto: Manter o pragmatismo internacional, sem adotar um alinhamento automático com os EUA que possa prejudicar a forte relação comercial do Brasil com Pequim.

Próximos Passos Regulatórios

A sinalização de Lula ganha força com os avanços do marco regulatório no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto de lei que organiza a exploração e incentiva a industrialização de minerais críticos no país.

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