O cultivo e o uso da Cannabis sativa para fins medicinais e industriais entraram definitivamente no radar do governo federal, acelerando debates e gerando forte reação de setores da direita. O ministro do Desenvolvimento Agrário confirmou participação na ExpoCannabis Brasil 2025, feira em São Paulo que reúne o mercado canábico latino-americano, e apontou que uma regulamentação pode sair até março de 2026.
Apesar do otimismo, há um consenso entre especialistas de que o Brasil está atrasado: enquanto o agro nacional se mostra pronto para explorar a cadeia do cânhamo (variedade da cannabis com baixo teor de compostos psicoativos), a falta de norma impede novos investimentos e mantém a produção limitada a autorizações judiciais.

No ambiente político, a reação da direita é acentuada. Parlamentares de oposição alertam que a liberação do cultivo para fins medicinais poderia abrir caminho para o uso recreativo ou enfraquecer controles existentes. Essas preocupações têm sido expressas com clareza no Congresso.
Por outro lado, o mercado do setor canábico observa com atenção: projeções indicam que, com a regulamentação, o segmento pode acelerar sua expansão, tanto no uso medicinal quanto na indústria de cânhamo o que atrai desde produtores agrícolas até investidores em biotecnologia.

Em resumo: o cenário brasileiro se movimenta para formalizar o cultivo e a produção da cannabis para fins de saúde e indústria, mas enfrenta tanto obstáculos regulatórios como polarização política. A regulamentação em março funciona como marco-aguardado que poderá definir se o país consegue alcançar o potencial econômico e científico desse setor emergente