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Arquivos dos Anos 2000: O que Trump Declarou sobre Epstein e o Rompimento de Relações

10 de fevereiro de 2026

Novos detalhes de depoimentos prestados por Donald Trump à polícia no início dos anos 2000 revelam que o atual presidente americano já afirmava, na época, que “todo mundo sabia” sobre o comportamento de Jeffrey Epstein. Segundo os registros, Trump sugeria que o estilo de vida do magnata era de conhecimento público nos círculos sociais de Palm Beach, embora não houvesse, naquele momento, uma denúncia formal de crimes sexuais. Essa revelação surge em um momento de intenso escrutínio sobre as conexões passadas entre figuras poderosas e Epstein, após a desclassificação de documentos federais em 2026.

Donald Trump e Jeffrey Epstein • Reuters

A Casa Branca tem reiterado enfaticamente que Donald Trump rompeu qualquer laço de amizade com Epstein há mais de duas décadas. A narrativa oficial sustenta que o afastamento ocorreu após Trump considerar Epstein um “nojento” devido a incidentes em seu resort, Mar-a-Lago, onde o financista teria assediado a filha de um funcionário. O governo utiliza esse histórico de rompimento precoce para distanciar o presidente das investigações que ainda assombram outros políticos e membros da realeza britânica, posicionando Trump como alguém que identificou o caráter de Epstein muito antes de sua primeira condenação.

Apesar da proximidade geográfica e social documentada em fotos dos anos 90, os advogados de Trump afirmam que ele nunca visitou a ilha particular de Epstein nem utilizou seus aviões privados para viagens internacionais. A estratégia de defesa foca em diferenciar o conhecimento social superficial  o “todo mundo sabia”  do envolvimento direto em atividades ilícitas. Os novos documentos corroboram que Trump foi um dos poucos nomes de relevância que não apenas se afastou de Epstein, mas também baniu o magnata de suas propriedades antes mesmo do escândalo de 2005 estourar na Flórida.

O impacto dessas declarações em 2026 é significativo, pois serve como um contraponto às críticas da oposição que tentam ligar o presidente ao esquema de exploração sexual. Ao resgatar depoimentos antigos onde Trump já demonstrava aversão a Epstein, a Casa Branca tenta encerrar o debate sobre a natureza da relação entre os dois. Analistas políticos observam que essa postura de “distanciamento moral antecipado” fortalece a narrativa de Trump como um observador perspicaz do submundo das elites, reforçando sua imagem de alguém que não faz parte do “sistema” que protegeu Epstein por décadas.

Mesmo com o reforço da tese de rompimento, o FBI continua a analisar comunicações da época para garantir que nenhuma informação sensível tenha sido compartilhada entre os dois, especialmente agora que o Príncipe Andrew enfrenta investigações similares no Reino Unido. Para o público, o caso permanece como um lembrete da complexa teia de influências que Epstein teceu ao redor do poder global. A Casa Branca encerra o assunto afirmando que o presidente Trump cumpriu seu dever cívico ao colaborar com as autoridades sempre que solicitado, mantendo o foco nas agendas de governo de seu segundo mandato.

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