O governo dos Estados Unidos avançou para o estágio final do planejamento de uma ofensiva militar contra o Irã, com a possibilidade real de atingir figuras centrais do alto escalão de Teerã. Segundo informações obtidas pela agência de notícias Reuters nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, fontes militares de alta patente confirmaram que a lista de alvos potenciais foi expandida. Além de depósitos de mísseis e refinarias, a estratégia agora contempla ataques de precisão contra centros de comando onde operam líderes da Guarda Revolucionária, marcando uma escalada drástica na postura de Washington.
A mobilização ocorre em um contexto de “janela fechada” para a diplomacia, conforme descrevem assessores da Casa Branca. O planejamento avançado sugere que os EUA não buscam apenas degradar a capacidade tecnológica do Irã, mas também desarticular a estrutura de tomada de decisão do regime. Analistas de defesa apontam que o uso de drones de última geração e mísseis hipersônicos permitiria incursões rápidas com o objetivo de neutralizar indivíduos considerados peças-chave na coordenação de atividades militares e no avanço do programa nuclear iraniano.

A resposta de Teerã ao anúncio das movimentações foi imediata e carregada de hostilidade. O comando militar iraniano emitiu um comunicado alertando que qualquer tentativa de atingir seus líderes será interpretada como uma declaração de guerra total, prometendo retaliações que “atravessarão fronteiras”. O país já iniciou o reposicionamento de suas baterias de defesa aérea S-400 e intensificou a vigilância no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, ameaçando estrangular o comércio global de energia caso a primeira bomba seja lançada.
Dentro do Congresso americano, a possibilidade de ataques direcionados a lideranças divide opiniões. Enquanto a ala mais conservadora apoia a “mão forte” de Donald Trump para encerrar o que chamam de ameaça nuclear persistente, setores da oposição alertam para o risco de uma guerra regional incontrolável. Especialistas em direito internacional lembram que o assassinato seletivo de oficiais estrangeiros é um tema altamente controverso e poderia isolar os Estados Unidos diplomaticamente, caso não haja uma prova irrefutável de um ataque iminente por parte do Irã.
A expectativa mundial se volta agora para as próximas 48 horas, período considerado crítico para o início de qualquer operação. O setor financeiro internacional já reage com apreensão, com bolsas de valores operando em queda e o ouro atingindo valores recordes de refúgio. Caso os planos discutidos no Pentágono saiam do papel, o ano de 2026 poderá registrar a maior alteração no equilíbrio de poder do Oriente Médio desde o início do século, com consequências imprevisíveis para a estabilidade política e o abastecimento global de recursos.