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PF APONTA GASTOS DE R$ 11,9 MILHÕES EM EVENTOS DE LUXO DE VORCARO EM NOVA YORK

3 de junho de 2026

Os relatórios de inteligência financeira e de análise de dados obtidos pela Polícia Federal (PF) revelaram novos detalhes sobre o padrão de vida e a movimentação de recursos de Daniel Vorcaro. As investigações apontam que o banqueiro desandou valores que somam 11,9 milhões de reais para a realização de festas e eventos de alto luxo na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Para os investigadores, os gastos bilionários em solo americano servem como indícios de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro decorrentes das fraudes apuradas no Caso Master.


Daniel Vorcaro fez festa milionária para a filha com atrações internacionais

O rastreamento do dinheiro no exterior

A Polícia Federal conseguiu rastrear o fluxo financeiro que financiou os eventos por meio da cooperação internacional e da quebra de sigilo de empresas offshore sediadas em paraísos fiscais.

Os principais pontos do relatório policial indicam:

Os repasses para as empresas de eventos em Nova York não saíram diretamente das contas oficiais do banco, mas sim de uma triangulação envolvendo contratos fictícios de prestação de serviços e consultorias internacionais.

A documentação aponta que as festas contavam com a presença de influenciadores, operadores do mercado financeiro e figuras públicas, funcionando também como uma vitrine para atrair novos investidores para os fundos geridos pelo grupo.

A PF investiga se o pagamento desses eventos serviu para internalizar valores ou pagar comissões a parceiros do esquema sem o conhecimento das autoridades regulatórias brasileiras.

O impacto nas negociações da delação

A revelação desses gastos e a identificação de contas ocultas no exterior complicam ainda mais a situação do banqueiro, que recentemente foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília.

A inclusão desses novos elementos afeta diretamente o processo de colaboração:

Os investigadores da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) consideram que a proposta inicial de delação apresentada pela defesa foi omissa ao não detalhar voluntariamente esses ativos e gastos no exterior.

A cobrança das autoridades por provas documentais robustas e pela repatriação de valores congelados subiu de tom, colocando os advogados de Vorcaro em uma posição de recuo para reestruturar os anexos do acordo.

A defesa do banqueiro tem sustentado que todas as operações financeiras internacionais e despesas pessoais fora do país foram realizadas com recursos próprios, declarados e compatíveis com a sua atividade empresarial privada antes do início das investigações.

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