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Transplante inédito: rim modificado para tipo sanguíneo diferente abre caminho revolucionário

16 de outubro de 2025

Pela primeira vez na história, médicos conseguiram transplantar um rim cujo tipo sanguíneo foi alterado via enzimas, para superar a barreira da compatibilidade entre doador e receptor. O experimento que ainda enfrenta desafios pode mudar o jogo nos transplantes e encurtar filas de espera.

No procedimento pioneiro, pesquisadores modificaram o rim de um doador do tipo A para que fosse aceito por um paciente do tipo O, removendo antígenos que causam rejeição imediata. O órgão funcionou bem nos primeiros dias, mas depois começou a desencadear rejeição o que mostra o quão complexo é “enganar” o sistema imunológico de forma permanente.

Apesar disso, os resultados iniciais geraram otimismo: se a técnica for aperfeiçoada, poderemos ter órgãos “universalizados”, reduzindo a necessidade de compatibilidade estrita entre tipo sanguíneo, especialmente para pacientes tipo O, que hoje têm doadores muito limitados.

Pesquisas futuras precisarão focar em manter a mudança do tipo sanguíneo por prazo suficiente e combinar estratégias de imunossupressão para evitar que o corpo “recupere” os antígenos originais. Esse avanço une anos de ciência básica à possibilidade de transformar vidas no universo dos transplantes.

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