Casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas voltaram a assustar São Paulo, com mortes confirmadas e investigações em andamento. O metanol é um álcool industrial usado como solvente e combustível, mas altamente tóxico para consumo humano. Quando ingerido, o corpo o transforma em substâncias como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar danos irreversíveis ao sistema nervoso, provocar cegueira e até levar à morte com pequenas quantidades.

As autoridades já confirmaram vítimas fatais e dezenas de suspeitas de contaminação, com destilados como vodka e gin sendo alvo de apreensões. A adulteração ocorre quando criminosos misturam o metanol às bebidas para reduzir custos ou aumentar o teor alcoólico, prática que transforma o consumo em uma roleta-russa. A fiscalização de bebidas está em curso, e centenas de garrafas foram recolhidas em operações de bares e distribuidoras na região metropolitana.
Especialistas alertam que os sintomas da bebida adulterada podem surgir de 12 a 24 horas após a ingestão, incluindo visão turva, dor de cabeça intensa, náuseas e confusão mental. Em casos graves, há risco de coma e falência de órgãos. Para se proteger, é essencial comprar apenas produtos de procedência segura, observar rótulos, selos e lacres, desconfiar de preços muito abaixo do normal e buscar atendimento médico imediato em caso de suspeita de intoxicação por metanol