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Caso Cão Orelha: Polícia Federal Intercepta Adolescentes no Aeroporto de Florianópolis

29 de janeiro de 2026

A investigação sobre o brutal assassinato de um cão em Indaial, caso que ganhou repercussão nacional sob a alcunha de “Cão Orelha”, teve um desdobramento crucial nesta quinta-feira (29). Dois adolescentes, apontados como os principais suspeitos do crime, foram abordados pela Polícia Civil e pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Florianópolis logo após o desembarque. Os jovens retornavam ao Brasil após uma tentativa de fuga para o exterior, realizada logo após a divulgação das imagens do crime que chocaram o Vale do Itajaí.

Cão era cuidado pela comunidade havia cerca de dez anos • Reprodução

Durante a abordagem, os policiais efetuaram a apreensão dos aparelhos celulares dos menores. A medida foi autorizada pela Justiça com o objetivo de periciar as comunicações e possíveis registros de vídeo que possam estar armazenados nos dispositivos. Os investigadores acreditam que o conteúdo dos telefones pode revelar não apenas a dinâmica da tortura e morte do animal, mas também se houve a participação ou auxílio de terceiros na logística da fuga internacional dos suspeitos.

O crime, que ocorreu no início de janeiro de 2026, gerou uma onda de indignação após um vídeo mostrar o animal sendo agredido até a morte. A identificação dos adolescentes foi possível graças ao trabalho de inteligência da Delegacia de Polícia de Indaial, que monitorou os passos dos envolvidos desde que deixaram o estado. Embora os adolescentes não tenham ficado detidos neste primeiro momento  devido às proteções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para casos sem flagrante ou ordem de internação imediata , o retorno ao país sob vigilância garante que o processo de apuração de ato infracional siga seu curso legal.

A defesa dos adolescentes ainda não se manifestou publicamente sobre a apreensão dos eletrônicos ou sobre a motivação da viagem para fora do país. Representantes de ONGs de proteção animal e autoridades locais acompanham o caso de perto, pressionando por uma resposta rigorosa dentro dos limites da legislação para menores. A perícia nos celulares apreendidos deve ser concluída nos próximos dez dias, e o relatório será fundamental para decidir se a justiça solicitará a internação provisória dos jovens.

Este caso em Florianópolis reforça o uso de tecnologias de rastreamento e cooperação entre forças de segurança em crimes de maus-tratos, que têm recebido penas mais severas e maior atenção investigativa no Brasil nos últimos anos. A comunidade de Indaial, que realizou diversas manifestações pedindo justiça por “Orelha”, aguarda agora o encerramento do inquérito e as medidas socioeducativas que serão aplicadas aos responsáveis.

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