O uso de drones pelo Corpo de Bombeiros do DF vem se consolidando como uma ferramenta estratégica no combate a incêndios florestais e em operações de busca e salvamento. A corporação já conta com 17 equipamentos ativos e cerca de 300 pilotos remotos treinados.
Criado em 2024, o 3º Esquadrão de Aviação Operacional (3º ESAV) incorporou a tecnologia ao planejamento das missões, aumentando a segurança e a rapidez nos atendimentos.
Combate a incêndios florestais
Nos incêndios em vegetação, os drones auxiliam na identificação de focos e no monitoramento em tempo real. Além disso, câmeras térmicas permitem localizar pontos de calor ocultos, reduzindo riscos de reignição após o rescaldo.
Esse recurso tecnológico evita deslocamentos desnecessários de equipes e melhora a precisão no controle das chamas.
Buscas e salvamentos com drones

“Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa
Em áreas de difícil acesso, os drones aceleram buscas por vítimas e fornecem imagens aéreas detalhadas. Essa agilidade é fundamental em situações de risco, como em matas fechadas ou regiões de grandes dimensões.
Segundo o CBMDF, a tecnologia já contribuiu para salvar vidas em operações recentes, reduzindo o tempo de resposta.
Cooperação entre órgãos
As ações com drones não acontecem de forma isolada. O Corpo de Bombeiros atua em conjunto com ICMBio, Sema-DF e Ibram no Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), reforçando a integração entre tecnologia e logística.