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O enigma do Homem de Marree continua intrigando a Austrália quase três décadas depois

17 de novembro de 2025

Em 1998, moradores do interior da Austrália se depararam com uma descoberta impressionante: a figura gigantesca de um homem desenhada no solo árido próximo à pequena cidade de Marree. O geoglifo, imediatamente apelidado de “Homem de Marree”, tinha proporções tão enormes que só podia ser visto por completo em fotos aéreas e rapidamente se tornou um mistério nacional.

A imagem representa um homem segurando o que parece ser uma arma de caça, com traços que remetem a povos aborígenes. Ainda assim, o estilo não corresponde exatamente a nenhuma tradição artística conhecida da região, o que alimentou ainda mais a curiosidade de pesquisadores, pilotos e moradores. Desde o início, a dúvida ecoa: quem teria capacidade e motivo para criar algo tão colossal?

Estima-se que o desenho tenha cerca de quatro quilômetros de extensão, marcado no solo com precisão impressionante. O trabalho exigiria equipamentos pesados, planejamento detalhado e, possivelmente, o uso de coordenadas aéreas, algo incomum para ações clandestinas. Apesar disso, nenhuma pessoa ou grupo assumiu a autoria, e não há registros oficiais que indiquem quem esteve na área no período em que o geoglifo surgiu.

Várias teorias já circularam ao longo dos anos. Algumas sugerem que artistas locais teriam feito a obra como provocação cultural. Outras apostam em intervenção militar, brincadeira de pilotos ou até um projeto artístico internacional que preferiu permanecer anônimo. Como nenhum vestígio concreto foi encontrado, as explicações seguem apenas no campo das hipóteses e o silêncio em torno do caso só o tornou mais famoso.

Quase três décadas após seu aparecimento, o Homem de Marree segue sendo um dos maiores enigmas da arte terrestre moderna. Para muitos australianos, ele representa não apenas uma obra monumental, mas um lembrete permanente de que, mesmo em tempos de satélites e tecnologia, alguns mistérios ainda conseguem escapar da explicação.

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