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Escândalo em Londres: Ex-Embaixador Peter Mandelson é Preso por Elos com Epstein

23 de fevereiro de 2026

A crise política no Reino Unido atingiu um novo ápice nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, com a prisão do veterano diplomata e ex-ministro Peter Mandelson. O político de 72 anos, que até recentemente ocupava o prestigiado cargo de embaixador britânico nos Estados Unidos, foi detido em sua residência no bairro de Camden, em Londres. A operação foi conduzida pela Polícia Metropolitana sob a acusação de má conduta no exercício de função pública, após a revelação de documentos que o vinculam diretamente ao falecido financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Peter Mandelson, embaixador do Reino Unido nos EUA, demitido por ligação com Jeffrey Epstein • Reprodução/Reuters

A investigação tomou corpo após a divulgação de milhões de páginas de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no final de janeiro. Os arquivos sugerem que Mandelson teria compartilhado informações governamentais sigilosas e dados sensíveis de mercado com Epstein em 2009, período em que atuava como Secretário de Negócios no governo do primeiro-ministro Gordon Brown. Entre os vazamentos estariam detalhes sobre planos de resgate financeiro da União Europeia e movimentações estratégicas do gabinete britânico para conter a crise econômica global da época.

A prisão de hoje ocorre após semanas de buscas intensas em propriedades ligadas ao ex-embaixador nos condados de Wiltshire e Camden. Além das mensagens eletrônicas, a polícia analisa registros financeiros que apontam para transferências bancárias de aproximadamente US$ 75 mil feitas por Epstein para contas vinculadas a Mandelson e seu marido, o brasileiro Reinaldo Ávila da Silva, entre 2003 e 2004. Embora o político negue qualquer irregularidade e conteste a autenticidade dos extratos, a gravidade das evidências levou à sua renúncia compulsória da Câmara dos Lordes e ao afastamento definitivo de suas funções diplomáticas.

O caso provocou um terremoto no atual governo do primeiro-ministro Keir Starmer, que enfrenta críticas severas por ter nomeado Mandelson para o posto em Washington em 2024, mesmo após o histórico de proximidade entre o diplomata e Epstein ser de conhecimento público. A prisão de Mandelson acontece apenas quatro dias após a detenção de Andrew Mountbatten-Windsor (ex-Príncipe Andrew) pelo mesmo motivo, consolidando o ano de 2026 como o momento de maior acerto de contas da elite britânica com as ramificações do caso Epstein.

A estratégia da defesa de Mandelson sustenta que as comunicações com o financista norte-americano não continham segredos de Estado prejudiciais e que a relação era estritamente pessoal. Contudo, para a Polícia Metropolitana, o reencaminhamento de e-mails de Downing Street e informações que poderiam influenciar os mercados financeiros configura um crime grave de quebra de confiança pública. O ex-embaixador permanece sob custódia para interrogatório, e o governo britânico já sinalizou que apoiará a remoção total de seus títulos de nobreza caso as acusações sejam formalizadas.

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