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CPI do Crime Organizado Mira Contrato Milionário entre GDF e Corretora REAG

12 de março de 2026

A CPI do Crime Organizado abriu uma nova e explosiva frente de investigação nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. O foco agora recai sobre um contrato milionário firmado entre o governo de Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal, e a REAG Investimentos. A corretora, que recentemente adquiriu a gestão de ativos ligados a grandes fundos, entrou no radar dos parlamentares por suspeitas de irregularidades na prestação de serviços financeiros ao GDF.

Mesa diretora da CPI com os senadores Hamilton Mourão, Fabiano Contarato e Alessandro Vieira

A investigação busca apurar se a contratação da REAG serviu como ponte para a lavagem de dinheiro ou para o favorecimento de grupos econômicos que já estão sob investigação em outras frentes da CPI. O valor do contrato, mantido sob sigilo até o início das diligências, é estimado em dezenas de milhões de reais, envolvendo a gestão de folhas de pagamento e fundos de previdência estaduais.

Os Eixos da Investigação

Os parlamentares da CPI fundamentaram o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal da corretora com base em três pilares principais:

  • Tráfego de Influência: A suspeita de que a escolha da REAG não tenha seguido critérios técnicos de licitação, mas sim articulações políticas nos bastidores do Palácio do Buriti.

  • Conexão com o Caso Master: Relatórios de inteligência financeira sugerem que a REAG teria operado em parceria com ativos que antes eram geridos ou tinham ligação com o grupo de Daniel Vorcaro, ligando o GDF indiretamente ao escrutínio da Operação Compliance Zero.

  • Superfaturamento de Taxas: A CPI analisa se as taxas de administração cobradas pela corretora estão acima da média de mercado, o que poderia configurar desvio de recursos públicos.

Reações Oficiais

O governador Ibaneis Rocha negou qualquer irregularidade, afirmando em nota que todas as contratações do Distrito Federal seguem os ritos da Lei de Licitações e estão à disposição dos órgãos de controle. Por sua vez, a REAG Investimentos declarou que suas operações são pautadas pela transparência e conformidade com as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), colocando-se à disposição para prestar esclarecimentos.

O Papel da CPI em 2026

A inclusão do GDF no escopo da CPI do Crime Organizado eleva a temperatura política em Brasília. Com a proximidade das eleições, a comissão tem sido o palco de embates entre o governo federal e governadores de oposição. Se comprovada a ligação entre contratos públicos e estruturas de lavagem de dinheiro, o caso pode resultar não apenas em punições criminais, mas também em pedidos de impeachment e inelegibilidade para os envolvidos.

O relator da CPI já sinalizou que deve convocar diretores da corretora e secretários do governo Ibaneis para depoimentos presenciais ainda na próxima quinzena.

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