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Vídeo: Papa Leão XIV reforça proteção da liberdade de imprensa em conferência global.

11 de outubro de 2025

Na manhã de quinta-feira (9/10), o Papa Leão XIV recebeu os participantes da 39ª Conferência da MINDS International, rede global de agências de notícias.

Em seu discurso, destacou o papel essencial da comunicação na formação de consciências e do pensamento crítico, enfatizando a responsabilidade diante da era digital.

Crise de confiança na era da informação

O Santo Padre ressaltou o paradoxo de viver em um tempo de abundância de meios, mas marcado por crise de confiança e qualidade informativa.

“Na era da comunicação, as agências vivem um período de crise e os próprios consumidores se confundem entre o falso e o verdadeiro”, afirmou, incentivando os jornalistas a perseverarem em seu “serviço tão importante”.

Jornalistas que arriscam a vida

Leão XIV lembrou do risco enfrentado por profissionais que levam a verdade ao mundo, muitas vezes em zonas de conflito ou sob regimes ideológicos opressivos.

“São muitos os que caem em campo, vítimas da guerra e da ideologia da guerra. Não devemos esquecê-los”, afirmou, reforçando o valor humano e social do jornalismo.

Jornalismo nunca é crime

Relembrando seu primeiro encontro com jornalistas, quando pediu a libertação de profissionais presos por defender a verdade, o Papa reforçou:

“Ser jornalista nunca pode ser considerado um crime, mas um direito a ser protegido.”

Uma mensagem clara de proteção da liberdade de imprensa e da dignidade profissional.

Ética e resistência à manipulação digital

Inspirando-se em Francisco, Leão XIV pediu atenção à manipulação digital e à informação-lixo, destacando a necessidade de competência, coragem e ética para enfrentar notícias falsas e conteúdos distorcidos.

“O papel das agências de notícias é antídoto contra a desinformação”, disse.

Inteligência artificial sob responsabilidade humana

O Papa também alertou sobre o uso de algoritmos:

“Os algoritmos produzem dados em velocidade inédita. Mas quem os governa? Devemos garantir que a tecnologia não substitua o ser humano, nem a verdade fique nas mãos de poucos.”

Um chamado à vigilância ética na era digital.

Informação livre, rigorosa e objetiva

Leão XIV citou Hannah Arendt para reforçar a importância de distinguir realidade de ficção:

“O súdito ideal do regime totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convicto, mas a pessoa para quem já não há diferença entre realidade e ficção.”

O Santo Padre concluiu pedindo que jornalistas preservem sua autoridade moral, mantendo a ética acima de qualquer pressão:

“Nunca vendam a preço vil a sua autoridade moral. Que o Espírito de Deus os sustente sempre.”

Confira o vídeo:

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