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Leite materno coletado por bombeiros do DF garante sobrevivência de bebês prematuros

22 de setembro de 2025

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) tem desempenhado uma missão além do combate a incêndios e salvamentos: ajudar a salvar a vida de bebês internados em UTIs neonatais por meio da coleta de leite materno. A iniciativa, em parceria com a Secretaria de Saúde do DF, consiste em buscar doações diretamente nas casas das mães cadastradas e transportar o leite até os Bancos de Leite Humano, onde é processado e distribuído para recém-nascidos que dependem desse alimento para sobreviver.

A missão que salva vidas

Atualmente, 23 militares atuam exclusivamente no serviço, que ocorre de segunda a sexta-feira. Após o cadastro das doadoras no Disque Saúde 160 (opção 4) ou pelo portal Amamenta Brasília, os bombeiros entregam kits com frascos esterilizados e agendam as coletas domiciliares. O leite é armazenado em condições seguras e levado para os bancos de leite, onde passa por rigoroso controle de qualidade e pasteurização antes de ser ofertado aos bebês internados.

Segundo a Secretaria de Saúde, entre janeiro e agosto de 2025 já foram arrecadados mais de 12 mil litros de leite materno no Distrito Federal, com a participação de 3,6 mil doadoras. O número supera o volume recolhido no mesmo período do ano anterior e mostra o impacto da mobilização.

Importância para prematuros

O leite humano é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o alimento mais completo para recém-nascidos, especialmente os prematuros e de baixo peso. Ele reduz riscos de infecções, favorece o ganho de peso, fortalece a imunidade e pode encurtar o tempo de internação hospitalar.

No DF, cerca de 150 a 200 bebês por mês dependem exclusivamente do leite doado para se manterem vivos enquanto permanecem internados.

Estrutura no DF e desafios

O Distrito Federal possui 14 Bancos de Leite Humano e 7 postos de coleta, distribuídos em hospitais públicos e regionais. Apesar do avanço no volume arrecadado, os estoques ainda funcionam com cerca de 86% da capacidade ideal, o que preocupa gestores e equipes de saúde.

Fatores como períodos de férias escolares e a seca típica do segundo semestre impactam diretamente a quantidade de doações, tornando a participação de novas mães fundamental para evitar desabastecimento.

Exemplos de solidariedade

Histórias de doadoras mostram o quanto pequenas ações podem transformar realidades. A professora Sofia Mesquita, mãe de uma bebê de quatro meses, já doou mais de 38 litros de leite. “Saber que esse leite chega a uma criança que precisa me dá forças para continuar doando”, contou.

Para o sargento Marcos Ferreira, que atua na coleta, cada rota diária é mais do que uma tarefa: “Não estamos apenas recolhendo leite. Estamos levando esperança e ajudando a salvar vidas”, disse.

Como doar

Entrar em contato pelo Disque Saúde 160 (opção 4) ou pelo portal Amamenta Brasília. Estar saudável, produzir leite além das necessidades do bebê e não estar usando medicamentos contraindicados. Armazenar o leite em frascos esterilizados fornecidos pelo serviço. Aguardar a coleta domiciliar feita pelos bombeiros ou entregar o leite em um dos bancos ou postos de coleta.

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