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Humanos estão no topo de um ranking de monogamia entre mamíferos

11 de dezembro de 2025

Um estudo da Universidade de Cambridge trouxe um novo olhar científico sobre a monogamia humana ao comparar padrões reprodutivos com os de outras espécies de mamíferos. A pesquisa avalia o quanto cada espécie tende a produzir irmãos completos filhos que compartilham pai e mãe como indicador de fidelidade nos vínculos reprodutivos. Essa abordagem genética permite comparar a “monogamia reprodutiva” entre animais e seres humanos de forma mais objetiva do que simplesmente observar comportamentos sociais.

Na classificação elaborada pelos pesquisadores, os humanos aparecem em sétimo lugar entre as espécies com maiores taxas de irmãos completos, com cerca de 66% dos pares de irmãos compartilhando ambos os progenitores. Esse percentual coloca os humanos acima de animais como os suricatos (aproximadamente 60%), mas abaixo de espécies como os castores, que atingem cerca de 73% de irmãos completos.

No topo do ranking está o rato-da-califórnia, cuja taxa de irmãos completos foi estimada em quase 100%, seguido por cães selvagens africanos e ratos-toupeira de Damaraland com níveis superiores a 75%. Também figuram no grupo mais monogâmico primatas como o sagui-de-bigode e carnívoros como o lobo-etíope e o cão selvagem africano, todos com índices superiores ao dos humanos.

A metodologia do estudo se baseia em dados genéticos obtidos tanto de populações humanas modernas quanto de amostras arqueológicas, além de comparações com informações já disponíveis sobre outras espécies de mamíferos. Isso permite uma perspectiva histórica e biológica que trata a monogamia como um padrão reprodutivo, não apenas como um costume cultural.

Os pesquisadores ressaltam que esse tipo de monogamia reprodutiva não significa que todos os casais humanos mantenham um relacionamento exclusivo ao longo da vida, mas que a proporção de irmãos completos tende a ser alta em comparação com a maioria das espécies. Isso sugere que, sob a métrica genética utilizada, os humanos estão entre os mamíferos com maior tendência a vínculos reprodutivos estáveis, mesmo que eles variem culturalmente ao longo do tempo e entre diferentes sociedades.

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