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Intoxicação em Academia: Imagens Revelam Manuseio Incorreto de Química antes de Morte de Aluna

9 de fevereiro de 2026

Novas imagens de câmeras de segurança, divulgadas nesta segunda-feira (9 de fevereiro de 2026), mostram o momento em que um funcionário manipula baldes com produtos químicos na área externa da Academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo. O vídeo é peça central na investigação da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, ocorrida no último sábado. Nas imagens, o homem  identificado como um manobrista que realizava a manutenção da piscina sem treinamento técnico  aparece misturando substâncias em um balde e, logo em seguida, cobrindo o rosto com a própria camiseta para se proteger da fumaça branca e densa que sobe do recipiente antes de despejá-lo na água.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o momento em que um homem manipula o produto químico que teria resultado na morte da mulher • Reprodução

O incidente ocorreu durante uma aula de natação, quando uma nuvem tóxica de gás cloro se espalhou pelo ambiente fechado da piscina. Relatos de testemunhas indicam que os alunos sentiram um cheiro insuportável e começaram a tossir imediatamente; Juliana sofreu uma parada cardíaca ainda no local e não resistiu, enquanto outras quatro pessoas, incluindo seu marido e um adolescente, foram internadas com edema pulmonar. A principal hipótese da perícia é que o funcionário tenha misturado cloro granulado com algum tipo de ácido ou outro produto incompatível, uma combinação química extremamente perigosa que libera vapores altamente corrosivos aos pulmões.

A investigação da Polícia Civil revelou que a academia operava de forma irregular, sem alvará de funcionamento e sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Além disso, os proprietários do estabelecimento são acusados de negligência por não prestarem socorro imediato e por terem fechado a unidade logo após o ocorrido, dificultando o acesso das autoridades ao local na noite do crime. O delegado responsável pelo caso afirmou que o manobrista e os donos da academia poderão responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há imprudência e imperícia na execução de tarefas técnicas por pessoal não qualificado.

Especialistas em segurança química alertam que o gás cloro, ao ser inalado, reage com a umidade das vias aéreas para formar ácido clorídrico, causando queimaduras internas severas e colapso respiratório. O caso de Juliana Bassetto gerou uma onda de fiscalizações em academias de São Paulo, evidenciando o risco que a falta de profissionais certificados para o tratamento de piscinas representa para o público. A prefeitura interditou o local por tempo indeterminado, enquanto a perícia do Instituto de Criminalística analisa amostras da água e dos baldes encontrados para confirmar a composição exata da mistura fatal.

O velório de Juliana ocorreu sob forte comoção e revolta de familiares, que cobram punição rigorosa para os responsáveis. Enquanto o marido da vítima permanece hospitalizado em estado estável, o foco das autoridades agora é localizar todos os envolvidos na gestão da academia para prestar depoimento. Este episódio serve como um alerta trágico sobre os perigos da manipulação doméstica ou improvisada de produtos químicos industriais, reforçando que a manutenção de espaços coletivos exige rigor técnico e conformidade com as normas sanitárias vigentes para evitar que novos acidentes desta natureza ocorram.

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