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Eduardo Bolsonaro lamenta com “pesar” decisão dos EUA de retirar sanções a Moraes

12 de dezembro de 2025

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta sexta-feira (12) que recebeu com “pesar” a notícia de que o governo dos Estados Unidos revogou as sanções aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e à sua esposa. A medida foi anunciada em meio às negociações diplomáticas entre Brasília e Washington sobre a aplicação da chamada Lei Magnitsky, que permite penalidades a estrangeiros por violações de direitos humanos ou corrupção.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante entrevista à Reuters, em Washington, EUA  •

Em nota publicada em sua conta nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão representa uma perda de oportunidade para o Brasil enfrentar problemas estruturais e criticou a falta de unidade no cenário político interno. Segundo ele, a ausência de “coesão” na sociedade e de apoio suficiente às iniciativas externas contribuiu para o resultado desfavorável.

Eduardo Bolsonaro também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio manifestado durante o período em que as sanções estiveram em vigor. Na avaliação dele, a atuação americana foi um gesto de atenção àquilo que chamou de “grave crise de liberdades” no Brasil.

A inclusão do ministro do STF na lista de sanções havia ocorrido em julho deste ano, restringindo transações e bloqueando bens em território dos EUA. A decisão de retirar Moraes e sua esposa dessa lista foi confirmada sem explicação pública detalhada das autoridades norte-americanas, segundo reportagens recentes.

A repercussão sobre a retirada das sanções ocorre em um contexto mais amplo de debate político e diplomático entre Brasil e Estados Unidos, além de discussões internas sobre a crise institucional que envolve Poderes e atores políticos no país. Até o momento, a declaração de Eduardo Bolsonaro é uma das reações oficiais mais destacadas por aliados à medida anunciada pelos EUA. 

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