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Cratera gigante da Lua revela sinais radioativos e pode mudar o futuro das missões da NASA

22 de outubro de 2025

Uma das maiores descobertas recentes sobre o nosso satélite natural está dando o que falar: a maior cratera da Lua, localizada no lado oculto e conhecida como Bacia do Polo Sul–Aitken, revelou vestígios de material radioativo que podem reescrever parte da história lunar. Com mais de 2.500 quilômetros de diâmetro e formada há cerca de 4,3 bilhões de anos, essa cicatriz cósmica guarda segredos sobre como a Lua nasceu e evoluiu. Pesquisadores acreditam que a colisão que criou a cratera foi tão intensa que expôs camadas profundas do interior lunar, revelando uma mistura rara de elementos como potássio e fósforo.

Esses materiais radioativos chamam atenção porque ajudam a explicar por que o lado visível e o lado oculto da Lua são tão diferentes. Enquanto o primeiro é mais liso e cheio de mares de lava solidificada, o segundo é mais acidentado e antigo. A presença desses elementos pode ser a chave para entender como o calor interno da Lua foi distribuído e por que algumas regiões tiveram mais atividade vulcânica que outras. Em outras palavras, essa descoberta aproxima a ciência de decifrar o verdadeiro “DNA” lunar.

E não é só a teoria que muda: as futuras missões da NASA, especialmente o programa Artemis III, podem ter seus destinos alterados. A agência estuda pousar exatamente nas bordas dessa cratera para coletar amostras do material exposto o que pode ajudar a resolver o mistério da origem lunar e da própria Terra. Se confirmadas as hipóteses sobre a radiação e os elementos raros, o Polo Sul–Aitken pode se tornar o novo “laboratório natural” da humanidade no espaço, marcando o início de uma nova era de descobertas

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