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Investigação Real: Polícia Britânica Apura se Príncipe Andrew Vazou Segredos a Epstein

9 de fevereiro de 2026

A Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) confirmou nesta segunda-feira (9 de fevereiro de 2026) que está avaliando novas evidências para determinar se o Príncipe Andrew compartilhou informações confidenciais ou segredos de Estado com Jeffrey Epstein. A investigação surge após a análise de arquivos digitais desclassificados que sugerem que o Duque de York teria discutido detalhes sobre logística de segurança e agendas diplomáticas sensíveis durante seus encontros com o financista. O foco das autoridades é entender se essa suposta troca de dados comprometeu a segurança nacional britânica ou se serviu para alimentar a rede de influência e chantagem mantida por Epstein.

Bilionário Jeffrey Epstein em Cambridge, Massachusetts, em 8 de setembro de 2004 • Rick Friedman/Rick Friedman Photography/Corbis via Getty Images

A reação do Palácio de Buckingham marcou uma mudança de tom em relação aos anos anteriores, quando a monarquia buscava apenas o distanciamento. Em nota oficial, a Família Real declarou que está “pronta a apoiar integralmente as investigações”, caso seja formalmente acionada pelas autoridades policiais ou pelo Ministério do Interior. Fontes próximas ao Rei Charles III indicam que a ordem é de “transparência total”, visando proteger a integridade da instituição e evitar que o caso Andrew continue a projetar sombras sobre o reinado, mesmo que isso signifique o aprofundamento do isolamento jurídico do príncipe.

Os investigadores analisam se Andrew, que atuou como enviado especial do Reino Unido para comércio internacional, utilizou sua posição para fornecer dados privilegiados sobre investidores e infraestruturas estratégicas em troca de favores pessoais. A defesa do Príncipe Andrew nega categoricamente qualquer vazamento de dados confidenciais, classificando as novas suspeitas como “ilações sem fundamento técnico”. No entanto, Andrew permanece em uma posição de vulnerabilidade jurídica extrema, sem o “escudo” diplomático que outrora o protegia, enquanto o Parlamento já discute a criação de um comitê de supervisão mais rigoroso para monitorar as conexões internacionais da aristocracia.

O caso pressiona o governo britânico a endurecer os protocolos de segurança para membros da realeza que ocupam funções representativas. Para os britânicos, a possibilidade de um membro da monarquia ter servido como “canal” para informações confidenciais em uma rede criminosa representa uma das maiores crises éticas da história moderna da Coroa. A cooperação com o FBI também foi intensificada, cruzando os dados dos e-mails de Epstein com os registros de acesso de Andrew a briefings de inteligência, em uma tentativa final de esclarecer a profundidade dessa aliança e os riscos geopolíticos envolvidos.

Nos próximos dias, a Scotland Yard deve decidir se abrirá um inquérito formal por violação da Lei de Segredos Oficiais (Official Secrets Act). Se as provas forem consideradas robustas, Andrew poderá enfrentar um processo criminal sem precedentes no Reino Unido, o que exigiria a abertura de arquivos do governo que datam da época de suas missões comerciais. O desfecho desta investigação é visto como crucial para a credibilidade do sistema de segurança britânico e para o futuro da imagem pública da família real em meio a escândalos persistentes.

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